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Portfólio Psicologia

Portfólio no âmbito da disciplina de psicologia

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Talidomida

 

A talidomida (C13H10N2O4) é uma substância usualmente utilizada como medicamento sedativo, anti-inflamatório e hipnótico. Devido a seus efeitos teratogénicos, tal substância deve ser evitada durante a gravidez e em mulheres que podem engravidar, pois causar má-formação ou ausência de membros no feto.

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Notícia do Jornal Publico em 2013:

 

"Foram mais de três mil as crianças afectadas em Espanha pelos efeitos secundários do medicamento talidomida tomado pelas mães durante a gravidez na década de 1960. Das 300 pessoas que ainda estão vivas, 186 chegam à justiça espanhola, esta segunda-feira, com um processo em que pedem uma indemnização de 204 milhões de euros ao fabricante.

Se o tribunal der razão à acusação, cada pessoa ganhará com cerca de 20 mil euros, adianta o El País, que diz que o principal argumento está nas deficiências permanentes com que as 186 pessoas ficaram.

A talidomida foi um dos fármacos que ficou mais conhecido, a nível mundial, pela polémica em que se viu envolvido: patenteado na Alemanha pela Grünenthal em 1955 como um tranquilizante era, contudo, também recomendado às grávidas para evitar os enjoos. O problema revelou-se mais tarde quando muitos dos bebés nasciam com graves deficiências, nomeadamente sem alguns membros ou parte deles.

Documentos comprovam causa-efeito
Segundo Basterrechea o medicamento só afecta o desenvolvimento durante a gravidez entre os dias 14 e 50, pelo que as mulheres que o começaram a tomar mais tarde tiveram crianças saudáveis, dando mesmo como exemplo a sua irmã mais velha que nasceu sem problemas. Ao todo, nas contas da associação, nasceram pelo menos 50.000 crianças com malformações associadas à talidomida. Cerca de 10 a 15 mil ainda estarão vivas."

Com este tipo de informações pude concluir que os fatores que provocam malformações graves no indivíduo estão presentes até nas coisas mais simples como um medicamento para os enjoos e que acabam por condicionar uma vida inteira. Sobre esta situação penso ainda até onde vão os limites da ciência, até que ponto é ela tão bem preparada para evitar este tipo de situações.

 

Reflexão:

 

Visto de um ponto ético, mesmo que todos os casos fossem indeminizados, será que isto equivaleria aos danos físicos e psicológicos provocados às crianças e às mães?

 

A resposta segundo a minha opinião é não. A empresa lucrou cerca de 500 milhões de eruros e ainda não fornceu ajuda aos afetados. Porém, não há dinheiro que cubra as vidas arruinadas pois os afetados ficaram limitados e dependentes para o resto das vidas. As suas vidas sociais, amorosas e de sustentação foram em muitos casos impossíveis. E o mais revoltante é que mais de metade deestas pessoas ainda não foram indeminizadas, ainda hoje inúmeros processos continuam a decorrer.

 

 

*A talidomida foi mais tarde usada para o tratamento de doenças como sida e alguns cancros.

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