Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Portfólio Psicologia

Portfólio no âmbito da disciplina de psicologia

Portfólio Psicologia

Portfólio no âmbito da disciplina de psicologia

Atitudes e comportamento

Atitudes- tendências adquiridas e relativamente estáveis que levam o indivíduo a reagi de forma positiva ou engativa em relação a um objeto de natureza social.

Comportamento- apenas a parte visível das atitudes.

Atitudes: componente cognitiva, afetiva, comportamental.

Formação de atitudes.

  • Os agentes de socialização;
  • Observação e imitação;
  • Modelagem.

Dissonância cognitiva:

 

Normalmente as atitudes permitem prever o comportamento das pessoas. Sabemos que, se as pessoas forem coerentes, têm comportamentos ajustados com aquilo que conhecem e em que acreditam. Mas nem sempre isto acontece. Muitas vezes, conhecemos ou acreditamos numa determinada coisa, mas o nosso comportamento não é coerente com esse facto. Verifica-se, assim, uma contradição psicológica. Festinger chamou a esta situação "dissonância cognitiva". Esta, cria mal estar e tensão psciológica.

 

Processos de influência entre indivíduos

 

Normalização: 

O convívio entre as pessoas favorece um sistema de interações gerador de uniformidades, de atitudes e condutas. Nos grupos, existe a tendência para se instalar uniformismo em maneiras de pensar e agir. Norma social: escala de referência ou de avaliação que define uma margem de comportamentos, atitudes e opiniões, permitidos e condenáveis.

Conformismo:

Tendência das pessoas para ajustarem as suas atitudes e comportamentos às atitudes e comportamentos de outros elementos do grupo. Pode ser encarado de uma forma positiva se pensarmos na questão da intergração social.

 

Fatores de conformismo:

  • Auto-confiança;
  • Unanimidade;
  • Natureza da resposta;
  • Importância do grupo;
  • Ambiguidade da situação;

 

A obediência:

 

 

A experiência de Milgram:

-Esta experiência, feita por Milgram tinha como objectivo o estudo das reacções individuais face a indicações concretas de outros. A obediência era medida através das acções manifestas e implicava comportamentos fonte de sofrimento para outros.

Experiência:

 

1 Um voluntário apresentava-se para participar na experiência, sem saber que seria avaliado na sua capacidade de obedecer a ordens. Era colocado no comando de uma falsa máquina de infligir choques;
Os sujeitos eram
encarregues num suposto papel de “professor” numa experiência sobre “aprendizagem”.

 

2 A máquina estava ligada ao corpo de um homem mais velho e afável, que era submetido à uma entrevista numa sala ao lado. O voluntário podia ver o homem mais velho, mas não era visto por ele;

 

3 O voluntário era instruído por um investigador a accionar a máquina de choques todas as vezes que a pessoa errava uma resposta. A intensidade dos choques aumentava supostamente 15 volts por cada erro cometido, desde 15 (marcado na máquina como “choque ligeiro”) até
450 volts (marcado na máquina como “perigo: choque severo”);

 

4 À medida que a intensidade dos choques aumentava a pessoa queixava-se cada vez mais até que se recusa a responder;
O experimentador ordena ao sujeito para a continuar a administrar choques.”Você não tem alternativa, tem que continuar”;

 

 

 

 

Mesmo vendo o sofrimento, a maior parte dos voluntários continuava obedecendo às ordens e infligindo choques cada vez maiores. A intensidade máxima, 450 v, significaria hipoteticamente matar a outra pessoa. 65% das pessoas obedeceram às ordens até o fim e deram o choque pretensamente fatal.

Variações no procedimento Milgram (1974):

  1. Proximidade da vítima:
  • Se a vítima só podia ser ouvida, 65% dos sujeitos iam até ao limite.
  • Se houvesse contacto visual a percentagem baixava. Contudo, mesmo quando os sujeitos eram eles próprios a manter a mão do aprendiz sobre uma placa metálica, 30% iam até aos 450 volts.
  1. Proximidade da figura de autoridade:
  • Quando o experimentador dava as instruções pelo telefone só 20.5% continuavam a obedecer;
  1. Legitimidade da autoridade:
  • Quando a experiência era conduzida num edifício normal de escritórios a obediência caiu para 48%;
  1. Influências sociais:
  • Se estivesse presente um segundo sujeito que obedecia, a obediência chegava aos 92%. Se o outro recusava, somente 10% dos sujeitos chega aos 450V.


As opções metodológicas deste estudo levantaram alguns problemas do ponto de vista ético pois podemos questionar-nos se  seria legitimo induzir os sujeitos experimentais em erro numa questão tão delicada quanto esta. Quem efectivamente acabava por sofrer algum dano era o sujeito "agressor" que podia ficar afectado psicologicamente por ter sido levado a pensar que tinha provocado sofrimento a outra pessoa.

 

Fatores que influenciam a obediência:

  • A proximidade com a figura de autoridade;
  • A legitimidade da figura de autoridade;
  • A proximidade da vítima;
  • A pressão do grupo;

 

Mais sobre mim

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais visitados

    Arquivo

    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    Em destaque no SAPO Blogs
    pub