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Portfólio Psicologia

Portfólio no âmbito da disciplina de psicologia

Portfólio Psicologia

Portfólio no âmbito da disciplina de psicologia

Reflexão filme "O menino Selvagem"

 

O filme “L’Enfant Sauvage d’Averyon” (O Menino Selvagem de Averyon), de Fraçois Truffaut, baseado num caso verídico, relata a história de uma criança de onze ou doze anos que foi capturada num bosque, tendo vivido afastado da sua espécie que ficou depois à guarda do Dr. Jean Itard.

Embora se pense que o menino selvagem tenha sido abandonado no bosque quando tinha quatro ou cinco anos, altura em que já deveria dispor de algumas ideias e palavras, em consequência do começo da sua educação, tudo isso se lhe apagou da memória devido a cerca de sete anos de isolamento. Quando foi capturado, andava como um quadrúpede, tinha hábitos anti-sociais, órgãos pouco flexíveis e a sensibilidade embotada, não falava, não se interessava por nada e a sua face não mostrava qualquer tipo de sensibilidade. Toda a sua existência se resumia a uma vida puramente animal.

 Assim, o seu isolamento passado condicionou a sua aprendizagem futura que, além do mais, deveria ter sido realizada durante a sua infância (época em que o seu cérebro apresentaria mais plasticidade, existindo uma facilidade de aprendizagem, socialização e interiorização dos comportamentos característicos da sua cultura). Desta forma, o menino selvagem não só tinha que lutar contra o seu passado como contra a idade avançada para uma aprendizagem, muito provavelmente, sua desconhecida, sendo esta a razão porque, segundo Itard, “para ser julgado racionalmente, (o menino selvagem de Averyon) só pode ser comparado a ele próprio”.

Segundo a tese de Lucien Malson, que escreveu “Les enfant sauvages” (As crianças selvagens), relatando e analisando não só este caso mas também outros casos de isolamento, o Homem é inferior a grande número de animais no seu estado de natureza. O autor defende que os animais, com o seu sistema nervoso rudimentar, não necessitam de viver com a sua espécie para realizar as acções características da mesma, não carecendo de ensinamentos devido aos seus instintos já desenvolvidos à nascença. Lançado no globo sem forças físicas e sem ideias inatas, incapaz de obedecer por si só às leis constitucionais da sua organização, o Homem só pode encontrar no seio da sociedade a posição eminente que a natureza lhe assinalou e, sem a civilização, seria, como já referi, um dos mais fracos já que, de todos os seres vivos o Homem é o que na ocasião do nascimento se mostra mais incapaz, condição necessária para os seus progressos ulteriores, e a ideia de instintos que se desenvolvem por si só não corresponde à realidade humana. Nasce inacabado e depende de uma sociedade, de uma cultura. Segundo Itard, “o indivíduo, privado das faculdades características da sua espécie, arrasta miseravelmente, sem inteligência nem afeições, uma vida precária e reduzida às funções de animalidade”. Assim, a superioridade moral, que muitos consideram ser natural nos seres humanos, não é mais do que um resultado da civilização, que contribui para a sua formação. Existe então, uma força imitativa destinada não só à educação dos órgãos como à aprendizagem da palavra, que é muito activa nos primeiros anos de vida, mas enfraquece rapidamente com o avançar da idade, com o isolamento e com todas as outras causas relacionadas com a sensibilidade nervosa.

Com a tentativa de integração do menino selvagem na sociedade, este, que anteriormente não estava “preso” por normas e deveres morais, perdeu o poder de escolher, pois, por sua vontade, voltaria para o bosque, razão pela qual tentou fugir inicialmente. Por outro lado, conseguiu, pouco a pouco, impor-se face à Natureza, ao instinto, adquirindo cultura e atingindo outra forma de liberdade, que concorre para a formação do Homem. Note-se que uma das maiores dicotomias é cultura e natureza, percebendo-se, com o exemplo do caso do menino selvagem, o porquê desta oposição.

Ainda que a liberdade seja um factor que está subjacente às acções especificamente humanas, podemos concluir, tendo em conta todo este caso, que existem de facto condicionantes da acção humana. Em primeiro lugar, o menino selvagem, não obstante viver numa floresta, não tinha as mesmas capacidades físicas de outros animais, ou seja, os factores biológicos também afectaram as suas acções enquanto selvagem. Em segundo lugar, surgem os factores intelectuais, pelo facto do menino não ter competências nesse sentido, o que dificultou as suas acções na sua vivência em sociedade. Por exemplo, quando o médico Itard tentou transmitir algum conhecimento no âmbito das letras, aconteceram, por vezes, ataques de fúria, pelo facto destas serem muito abstractas e, consequentemente, mais difícil foi a sua aprendizagem neste campo.

Aprendeu também a desenvolver afectividade, o que foi considerado um grande progresso. Tornou-se sensível às temperaturas extremas, espirrou pela primeira vez assim como chorou. À medida que esta afectividade se foi desenvolvendo entre o menino e o Dr. Itard ou a Mme. Guérin, a aprendizagem vai-se tornando mais fácil (note-se que os factores psicológicos são bastante influenciáveis). Por último, como já foi referido, os factores sócio-culturais também influenciam as nossas acções pois, ao estarmos inseridos numa sociedade, as nossas acções e comportamentos são influenciados por ela, como se verificou com a socialização do menino selvagem, que teve de se sujeitar a regras e a deveres morais.

Torna-se também importante salientar que, no século XIX dominava a ideia de que uma criança nasce naturalmente preparada para a vida, salvo nos casos de deterioração biológica, tendo a sociedade em geral considerado o menino selvagem um destes casos, incluindo Pinel, um célebre psiquiatra da época. Não se pode, portanto, deixar de falar numa espécie de “racismo” pois, embora de inicio lhe tivesse sido dada uma certa importância, rapidamente fora esquecido e considerado um idiota.

Embora o menino selvagem de Averyon, a quem Itard deu o nome de Victor por se mostrar “sensível” ao som “ô”, tivesse conseguido evoluir, só podemos considerar essa evolução como grande se tivermos em conta o seu estado inicial. Victor conseguiu pronunciar a palavra“lait” (leite) e até mesmo escrevê-la, mas não foi dada muita importância a esta aprendizagem uma vez que não era utilizada para mostrar uma necessidade, mas sim uma espécie de exercício preliminar, que precedia espontaneamente à satisfação dos seus apetites. Através da análise da conduta do menino selvagem pode-se dizer que:

- devido à fraca sensibilidade do sistema auditivo, a sua educação ficou incompleta;

-  todo o seu desenvolvimento foi lento e trabalhoso;

-  apesar do seu gosto pela liberdade dos campos e da sua indiferença pela maior parte das vantagens da vida social, mostrou-se reconhecido pelo cuidados que lhe prestavam: gostava quando fazia as coisas bem, envergonhava-se com os seus erros e arrependia-se das suas irritações;

Por fim, podemos concluir que o Homem, lançado na Terra, sem forças físicas nem ideias inatas, tanto na selva como na mais civilizada das sociedades, será apenas aquilo que dele fizerem. Segundo Jaspers (filósofo alemão), “são as nossas aquisições, as nossas imitações e a nossa educação que nos transformam em homens do ponto de vista psíquico”. O comportamento humano é uma conquista feita em consequência do processo da sua integração no meio cultural, que varia em função da sociedade a que pertence. O que nos torna reconhecidamente humanos depende de muito mais do que a nossa herança genética e biológica: é fundamental ter em conta as dimensões social e cultural para que possamos compreender os seres humanos e a forma como se comportam. Tornamo-nos humanos através da aprendizagem de formas partilhadas e reconhecíveis de ser e de nos comportarmos. O Homem deve à cultura a capacidade de ultrapassar os seus instintos, tendo, desta forma, o poder de optar, escolher qual o caminho que considera melhor, segundo os valores em que se apoia, depois de analisar, racionalmente, a realidade

Trabalho- Complexo de édipo

Entendendo o Complexo de Édipo

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Inicialmente, o termo nem sequer aparecia na primeira elaboração da teoria da sexualidade infantil, embora Freud, em uma carta a Fliess, desde 1897, relate “ter descoberto em si mesmo impulsos carinhosos quanto à mãe e hostis em relação ao pai, estes complicados pelo afeto que lhe dedicava” (MEZAN, 2003: 189).

O termo Édipo surge desde o início dos estudos de Freud, porém, só ganha uma elaboração mais definitiva no momento em que Freud finaliza sua obra.

No menino o complexo de Édipo se desenvolve através de um investimento objetal para com a mãe, dirigido, primeiramente, para o seio materno, modelo anaclítico de espelho objetal. A sua relação com o pai é de identificação. Esses dois relacionamentos não têm longa duração, pois logo os desejos incestuosos do menino pela mãe se tornam mais intensos, e o pai passa a ser visto como um obstáculo a eles; disso se origina o complexo de Édipo. Logo, a identificação com o pai carrega-se de hostilidade, e o desejo de livrar-se dele predomina, bem como a ideia de ocupar seu lugar junto à mãe. A ambivalência inerente à identificação, desde o início, se manifesta dominando a relação com o pai. Portanto, o complexo de Édipo positivo do menino se caracteriza por uma atitude ambivalente em relação ao pai e por uma relação objetal afetuosa com a mãe (CARVALHO FILHO, 2010).

Segundo Freud (1900, p.261), durante a infância, “apaixonar-se por um dos pais e odiar o outro figuram entre os componentes essenciais do acervo de impulsos psíquicos que se formam nessa época”

 

Portanto, o fim do complexo de Édipo é correlativo da instauração da lei. É pelo medo da castração que o menino começa a desistir de sua paixão incestuosa, iniciando o processo pelo qual acabará por identificar-se com a Lei do Pai, assim para Freud a lei repousa na interdição do incesto. “Os investimentos objetais são abandonados e substituídos por uma identificação. A autoridade do pai introjetada no ego forma o núcleo do superego, que assume a severidade do pai e perpetua a proibição deste contra o incesto, defendendo o ego do retorno da libido” 

Ao mesmo tempo em que estas fantasias claramente incestuosas são superadas e repudiadas, completa-se uma das conquistas mais significativas, mas também mais dolorosas, do período puberal: a emancipação da autoridade dos pais, único processo que permite o surgimento da oposição entre a velha e a nova geração, tão fundamental para o progresso da civilização. 

A Dissolução do Complexo de Édipo

Para entendermos o que acontece no Complexo de Édipo é preciso voltarmos um pouco na “historia” do sujeitos, no que poderíamos chamar de “primórdios” da relação com o objeto. O primeiro objeto erótico de uma criança é o seio da mãe que alimenta. A origem do amor está ligada à necessidade satisfeita de nutrição. Este primeiro objeto- o seio – é ampliado à figurada da mãe da criança, que não apenas a alimenta, mas também cuida dela e, assim, desperta-lhe um certo número de outras sensações físicas, agradáveis e desagradáveis. Através dos cuidados com o corpo da criança, a mãe torna-se seu primeiro “sedutor”. “Nessas duas relações reside a raiz da importância única, sem paralelo, de uma mãe, estabelecida inalteravelmente para toda a vida como o primeiro e mais forte objeto amoroso e como protótipo de todas as relações amorosas posteriores – para ambos os sexos” (FREUD, 1940/1996, p.202).

Na fase fálica, que ocorre ao mesmo passo do complexo de Édipo, o órgão genital (o pênis) já assumiu o papel principal. O menino revela seu interesse por seus órgãos genitais com o comportamento de manipulação do mesmo. Logo, descobre que os adultos reprovam tal comportamento à medida que inferem a ele uma punição – a castração. Essa ameaça provém de mulheres, que buscam reforçar sua autoridade por uma resistência ao pai, afirma o seguinte autor 

A destruição do complexo de Édipo é ocasionada pela ameaça da castração. Nesse caso, a catexia objetal da mãe deve ser abandonada. O seu lugar pode ser preenchido por uma das duas coisas: Uma identificação com a mãe ouuma intensificação de sua identificação com o pai, como resultado mais normal e que consolidaria a masculinidade, no caso do menino.

De modo que, nos meninos, o complexo de Édipo é destruído pelo complexo de castração, nas meninas ele se faz possível e é introduzido através do complexo de castração. A menina aceita a castração como um fato consumado, ao passo que o menino teme a possibilidade de sua ocorrência.

O complexo de Édipo, apesar de acontecer na infância, o sujeito revive esse fato na adolescência e os resultados dele estão presentes na vida de qualquer adulto. De acordo com a lenda do Édipo Rei, para Freud ouvi-la é um certo horror para todos os sujeitos, uma que vez que esta “evoca” o que estava adormecido – os desejos incestuosos.

Trabalho- Relação entre Freud e Dalí

SURREALISMO: COMO SALVADOR DALÍ TRANSFORMOU FREUD EM ARTE

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O que é algo surreal? Normalmente damos esta característica a algo que não faz parte desta realidade, parecido com um sonho. Surrealismo foi uma palavra inventada por um poeta francês, em 1917. Foi adotado para dar nome a um movimento artístico anos mais tarde pelo escritor André Breton com o objetivo de mostrar a loucura da mente humana em poesias e em quadros, baseada na sua experiência de vida num hospital psiquiátrico.

Surrealismo foi um movimento artístico e literário de origem francesa, caracterizado pela expressão do pensamento de maneiraespontânea e automática, regrada apenas pelos impulsos dosubconsciente, desprezando a lógica e renegando os padrões estabelecidos de ordem moral e social.

 

Dalí tinha uma ideia para seus quadros e tinha a ver com Freud, o famoso pai da psicanálise. Resumindo: para Freud, sonho era a realização disfarçada de desejos reprimidos. Nos seus estudos com seus pacientes, percebeu que eles falavam sobre seus sonhos como se fossem sintomas de alguma doença. Mais atento a isso, como médico, passou a anotar e a fazer interpretações em cima do que contavam com detalhes e a perceber algumas semelhanças com sonhos diferentes de outras pessoas. Entendeu que, quando sonhamos, na verdade estamos realizando uma vontade para deixar nosso inconsciente satisfeito. Para Freud, a mente humana se divide em 3 partes:

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  • o consciente, que é a maneira que normalmente vemos o mundo quando estamos acordados
  • o pré-consciente, que são as lembranças fáceis de assimilar
  • o inconsciente, que é a maioria do conteúdo que fica guardado e só é despertado em algumas condições, como no sonho. Sim, isso significa que os pesadelos também são desejos reprimidos, porém é uma espécie de punição do consciente para o inconsciente por guardar tanta informação. Complexo, né?

Nos sonhos as imagens não são nítidas e para Freud isso também possuía um motivo. É uma espécie de disfarce do inconsciente para que o que estava tão bem guardado possa ser mostrado sem que haja uma censura, para isso deformando as imagens. Há 2 tipos de sonhos: Aqueles que mostram experiências do dia insignificantes e até esquecidas (para Freud, isso era um disfarce da mente para mostrar algo realmente importante, o que ele chama de deslocamento; sim, para Freud tudo tem um motivo), e do passado, mostrando uma regressão. Sempre lembrando, porém, que sonho é uma realização do sono.

No começo do Surrealismo, as pinturas apenas tinham a ver com a loucura do ato falho (sabe quando você quer chamar a pessoa e acaba a chamando pelo apelido maldoso que criaram para ela sem querer? Isso se chama, segundo Freud, ato falho). Um exercício comum entre os artistas era escrever uma frase num papel, aquela primeira que vier na cabeça. Passava para outro, com o papel dobrado para que este não visse o que estava escrito. E no final da folha, ideias loucas surgiam e logo eram pintadas nos quadros. Dalí foi além, entrou nos seus mais profundos medos e traumas que estavam guardados nas suas memórias, como num sonho. E com os ensinamentos de Sigmund Freud, compreendeu como deveriam ser pintados seus quadros.

Eu admiro profundamente as obras de Salvador Dalí e reconheço o mérito do seu trabalho na tentativa de representação do inconsciente no mundo concreto.  

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Trabalho- suicídio

 

Após pesquisar sobre este tema, resolvi relacioná-lo com a psicologia no que concerne às emoções. O suícidio é, na minha opinião, um acumular de emoções e sentimentos negativos que se apoderam da racionalidade humana. Perante tantas adversidades, estas pessoas agem como que se a morte fosse o caminho mais fácil.

Para algumas pessoas, em determinados momentos da vida, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento intolerável, talvez pareça a única solução possível. Quando uma pessoa se sente no limite, de tal forma angustiada, desesperada e sem esperança, é compreensível que considere que prescindir do direito de viver, apesar de constituir uma solução permanente, pareça ser a melhor forma de lidar com uma situação que, naquele momento, é tão avassaladora e dolorosa. É como se sentisse que está perdida num labirinto completamente escuro, como se todos os caminhos que permitem o acesso às portas de saída deixassem de existir, e quem mesmo que tentasse percorrer um desses caminhos, isso apenas resultaria em mais um esforço inútil, pois não só encontraria as portas completamente trancadas, como não teria disponíveis as chaves adequadas para as abrir.

É dificil para nós compreennder a dimensão das emoções das pessoas que cometem suicídio. Eu apenas consigo imaginar o estado em que estas pessoas têm que chegar para serem capazes de pôr termo à própria vida.

 

Alguns números acerca das características das pessoas que tendem a suicidar-se…

  • Mais frequente nos homens que nas mulheres (2:1).
  • Presença de problema psiquiátrico/psicológico em pelo menos, 93% dos casos.
  • Perturbação do humor (depressão, bipolaridade) ou alcoolismo em 57-86 % dos casos.
  • Doença terminal em 4-6% dos casos.
  • Cerca de 66% comunicaram a intenção suicida (40% de forma clara).
  • Cerca de 33% tiveram tentativas anteriores de suicídio.
  • Cerca de metade não tinham contactado técnicos de saúde mental.
  • 90% tinham contactado serviços de saúde.

 

Suicídio

Para algumas pessoas, em determinados momentos da vida, pensar na morte como a única saída para uma situação de sofrimento intolerável, talvez pareça a única solução possível. Quando uma pessoa se sente no limite, de tal forma angustiada, desesperada e sem esperança, é compreensível que considere que prescindir do direito de viver, apesar de constituir uma solução permanente, pareça ser a melhor forma de lidar com uma situação que, naquele momento, é tão avassaladora e dolorosa. É como se sentisse que está perdida num labirinto completamente escuro, como se todos os caminhos que permitem o acesso às portas de saída deixassem de existir, e quem mesmo que tentasse percorrer um desses caminhos, isso apenas resultaria em mais um esforço inútil, pois não só encontraria as portas completamente trancadas, como não teria disponíveis as chaves adequadas para as abrir.

Se para si, a dor emocional que sente é de tal forma elevada, que a possibilidade de suicídio é uma opção viável, ou se de outra forma, receia que alguém que lhe é importante esteja a correr esse risco, reflita por favor, apenas por mais um pouco, nas próximas linhas e permita que esta informação a possa ajudar a compreender quão urgente pode ser procurar ajuda especializada.

 

O suicídio pode ser compreendido como resultando da interação de 3 factores: pressão/stress social, vulnerabilidade individual e disponibilidade de meios:

Alguns números acerca das características das pessoas que tendem a suicidar-se…

  • Mais frequente nos homens que nas mulheres (2:1).
  • Presença de problema psiquiátrico/psicológico em pelo menos, 93% dos casos.
  • Perturbação do humor (depressão, bipolaridade) ou alcoolismo em 57-86 % dos casos.
  • Doença terminal em 4-6% dos casos.
  • Cerca de 66% comunicaram a intenção suicida (40% de forma clara).
  • Cerca de 33% tiveram tentativas anteriores de suicídio.
  • Cerca de metade não tinham contactado técnicos de saúde mental.
  • 90% tinham contactado serviços de saúde.

 

Factores que aumentam a probabilidade de suicídio

  • Modelos de suicídio: familiares, pares sociais, histórias de ficção e/ou notícias veiculadas pelos média;
  • História de suicídio, violência ou de perturbação de humor na família.
  • Tentativas prévias de suicídio;
  • Ameaça ou ideação suicida com plano pormenorizado elaborado;
  • Acesso fácil a agentes letais, tais como armas de fogo ou pesticidas;
  • Presença de depressão, esquizofrenia, alcoolismo, toxicodependência e perturbações de personalidade;
  • Presença de perturbações alimentares (bulimia).
  • Presença de doenças de prognóstico reservado (HIV, cancro etc.);
  • Hospitalizações frequentes, psiquiátricas ou não;
  • Ter entre 15 e 24 anos ou mais de 45;Depressão
  • Desemprego ou dificuldades económicas que alteram o estatuto familiar;
  • Problemas no trabalho;
  • Morte do cônjuge ou de amigos íntimos;
  • Família actual desagregada: por separação, divórcio ou viuvez.
  • Perdas precoces de pessoas importantes (pais, irmãos, cônjuge, filhos);
  • Falta de apoio familiar e/ou social;
  • Ausência de projectos de vida;
  • Desesperança contínua e acentuada;
  • Culpabilidade elevada por actos praticados ou experiências passadas;
  • Ausência de crenças religiosas;
  • Mudança de residência;
  • Emigração;
  • Reforma;
  • Ter sido alvo de abuso sexual ou psicológico;
  • Experiência de humilhação social recente

Este ato pode ser impulsivo ou planeado. A meu ver, é extremamente necessário estar atento a estes "sintomas" nas pessoas que nos rodeiam de modo a agir atenpadamente pois uma vida, é sempre uma vida.

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Trabalho- Homossexualidade

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Homossexualidade é ou não uma doença?

É sabido que a homossexualidade é vista por muitos, com uma conotação negativa, como uma doença. Porém, existem mesmo pessoas que acreditam nesta teoria em que a atração sexual por pessoas do mesmo sexo é algo anormal, uma doença portanto.

Fiz uma pesquisa sobre o que diz a OMS perante esta questão. 

É ou não a homossexualidade uma doença?

A resposta da OMS é não.

 

No dia 17 de maio de 1990 a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Não há muito tempo o mundo todo, até os países mais liberais, lidava com a questão da opção sexual como caso de saúde pública.

Em 1886, o sexólogo Richard von Krafft-Ebing listou a homossexualidade e outros 200 estudos de casos de práticas sexuais em sua obra Psychopathia Sexualis . Krafft-Ebing propôs que a homossexualidade era causada por uma "inversão congénita" que ocorria durante o nascimento ou era adquirida pelo indivíduo.


Em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria publicou, em seu primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais , que a homossexualidade era uma desordem, o que fez com que a opção sexual fosse estudada por cientista, que acabaram falhando por diversas vezes ao tentarem comprovar que a homossexualidade era, cientificamente, um distúrbio mental. Com a falta desta comprovação, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a opção sexual da lista de transtornos mentais em 1973.

Em 1975, a Associação Americana de Psicologia adotou a mesma posição e orientou os profissionais a não lidarem mais com este tipo de pensamento, evitando preconceito e estigmas falsos.

Porém, a Organização Mundial de Saúde incluiu a homossexualidade na classificação internacional de doenças de 1977 (CID) como uma doença mental, mas, na revisão da lista de doenças, em 1990, a opção sexual foi retirada. Por este motivo, o dia 17 de maio ficou marcado como Dia Internacional contra a Homofobia.

Mas, apesar desta resolução internacional, cada país e cultura trata a questão da homossexualidade de maneira diferente. O Brasil, por exemplo, por meio do Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a opção sexual como doença ainda em 1985, antes mesmo da resolução da OMS. Por outro lado, a China tomou a atitude apenas em 2001.

O mundo todo caminha para compreender a opção sexual apenas como uma opção individual e não um problema de saúde. O desafio continua nas culturas de rejeição ao direito de opção sexual, e o preconceito chega, inclusive, à condenação penal.

 

Trabalho- crianças resilientes

A resiliência é a capacidade que tem o ser humano para enfrentar as dificuldades, os problemas e as adversidades da vida, superá-las e transformá-las. Uma criança que tenha vivido na sua primeira infância alguma experiência traumática e de grande dor pode se recuperar e se sobrepor através da resiliência, e ainda será capaz de sair mais fortalecida. Poderia se dizer que a resiliência é uma força mais além da resistência.  

Assim, vemos casos de crianças resilientes. Crianças que com pouca idade sofreram algumas situações dramáticas que poderiam ter causado severos danos no desenvolvimento da personalidade da mesmo ou que poriam em causa o futuro destas crianças.

Apesar de terem passado por estas adversidades, as crianças resilientes têm a capacidade de serem felizes, de sorrir e de se especializarem tanto ou ainda mais, nas atividades, do que as outras crianças.

Uma das preocupações dos pais na generalidade, é a construção de crianças resilientes. Eles próprios foram capazes de desenvolver certas etapas que consideram essenciais para que os seus filhos sejam "fortes".

 

  • Tentar criar ambientes sociais pautados por: Existência de fortes ligações afetivas entre os elementos dos vários contextos sociais 

  • Expectativas positivas e elevadas
  • Criação de oportunidades de participação
  • Controlo dos factores de risco
  • O estabelecimento de relações de privilégio,
  • Criação/manutenção de rotinas
  • Encorajar a autonomia,

 

Talvez estas etapas resultem de facto, contudo, nem todas as crianças nascem em famílias perfeitamente estruturadas onde recebem todo o apoio, ficando assim, atrás das crianças com estas oportunidades.

As crianças resilientes têm muito valor e muito para dar ao mundo já que têm uma experiência de vida muito forte.

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Trabalho- o papel do pai

 

 

 O assunto que eu aqui venho tratar não foi muito abordado pela psicologoa. No entanto, num mundo onde a dinâmica social sofre constantes transformações, torna-se necessária a revisão do papel do pai na estrutura familiar.

Estudar as repercussões da exclusão do pai no desenvolvimento da personalidade de uma criança ou a influência dos contextos culturais na prática da paternidade são alguns dos objectivos desta minha reflexão que toma como objecto de estudo “os novos pais”.

Estudos científicos mostram que o papel do pai começa desde cedo. A sua participação e o seu envolvimento devem ter início no momento mais precoce possível. Sabe-se, inclusive, que ao participarem no parto, os pais se sentem extremamente úteis. Mas nem sempre tal se verificou.

O modelo de pai que antes se reflectia no controlo e na autoridade no seio da família, reservava para a mãe as tarefas domésticas, incumbindo-a de tratar única e exclusivamente da educação dos filhos. Este modelo de família tradicional estava assim organizado segundo uma hierarquia em que a figura paternal se baseava essencialmente no poder económico, isentando-se por completo de possíveis manifestações afectivas para com os seus filhos.

No entanto, e devido às mudanças sociais que se fizeram sentir a partir da década de 60 (como a emancipação da mulher), estabeleceram-se novas relações entre homens e mulheres, levando ao aparecimento de novos padrões familiares. O homem tem assim assistido à ruptura progressiva da hierarquia doméstica, assim como ao questionamento constante da sua autoridade.

Apesar do papel materno prevalecer sobre o papel do pai, sabe-se que a importância da figura paternal é altamente notória no desenvolvimento cognitivo, emocional e social de uma criança. Por outro lado, a relação estabelecida com os filhos ajuda ao desenvolvimento pessoal do homem enquanto pai.

Vários são os especialistas que defendem que a quebra do vínculo afectivo com o pai pode gerar sentimentos de abandono e de rejeição por parte da criança que se poderão repercutir nas relações por ela desenvolvidas no futuro, comprometendo a formação de novos vínculos. 

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Disto tudo, e não questionando de forma alguma o papel da figura materna, podemos concluir que não é por isso que a figura paterna se torna dispensável. Assim, e porque “ser pai não é duplicar a função de mãe mas sim dar uma nova dimensão à vida da criança”, a construção de relações afectivas duradouras (e saudáveis), seja com o pai seja com a mãe, só traz vantagens para o desenvolvimento de uma criança: ao terem um papel mais activo no acompanhamento dos seus filhos, vão contribuir para a formação de expectativas relativamente a relações futuras que as crianças possam vir a desenvolver. 

A falta da presença do pai pode ter algumas consequências, mais que não seja a falta de afeto da figura paternal e a sensação de abandono.

Biografias:

António Damásio:

(25 Fevereiro de 1944)

O que é consciência? Como o cérebro processa a memória, a linguagem, a emoção e as nossas próprias decisões? Antonio Damásio ficou conhecido como o cientista que trouxe essas questões para o dia-a-dia, explorando os enigmas científicos numa linguagem acessível e criativa, em livros como "O Erro de Descartes" e "O Mistério da Consciência".
Estudou medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, graduando-se em 1969.
Mudou-se, então, para os EUA como pesquisador do Centro de Pesquisas da Afasia de Boston. Atuou como clínico no tratamento dos transtornos do comportamento e da cognição. Como teórico começou a interessar-se por neurobiologia da mente, estudando em especial os sistemas neurais relacionados à consciência.
Atualmente Antonio Damásio integra o Departamento de Neurologia da Universidade de Iowa, onde é pesquisador. Como escritor de livros de ciência, Damásio trata da relação entre emoções e sentimentos, e de suas bases cerebrais. Em 1994 publicou seu primeiro livro, "O Erro de Descartes", recebido com entusiasmo.

 

Jean Piaget:

Jean Piaget (1896-1980) foi um psicólogo e filósofo suíço, conhecido pelo seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infantil. Piaget passou grande parte de sua carreira profissional  interagir com crianças, estudando o seu processo de raciocínio. Os seus estudos tiveram um grande impacto sobre os campos da Psicologia e Pedagogia.

Jean Piaget nasceu no dia 9 de agosto de 1896, em Neuchâtel, na Suíça.

Piaget foi um menino prodígio. Interessou-se por História Natural ainda em sua infância. 

Frequentou a Universidade de Neuchâtel, onde estudou Biologia e Filosofia. Doutorou-se em Biologia em 1918, aos 22 anos de idade.

Após se formar, Piaget foi para Zurich, onde trabalhou como psicólogo experimental. Lá ele frequentou aulas lecionadas por Jung e trabalhou como psiquiatra em uma clínica. Essas experiências influenciaram-no no seu trabalho. Passou a combinar a psicologia experimental, com métodos informais de psicologia: entrevistas, conversas e análises de pacientes.

 

René Spitz:

(1887-1974) Nasceu em Viena e faleceu no Colorado. Mau grado tenha começado por exercer medicina, interessou-se muito cedo pelos conhecimentos propostos pela recém nascida psicanálise e foi o primeiro a fazer investigações em psicologia infantil. As suas observações destacaram-se relativamente ao efeito das manifestações de carinho em crianças mantidas num berçário. A investigação que realizou ao longo da sua vida teve como objeto de pesquisa as fases iniciais fa construção do ego. Teve sem dúvida, a atenção do meio científico americano com o seu interesse e método de estudo aplciado as crianças abandonadas.

 

Robert Rosenthal

É professor de Psicologia na Universidade da Califórnia, Riverside. Os seus interesses incluem profecias auto – realizadoras, que ele explorou num estado bem conhecido do Efeito de Pigmalião: o efeito das expectativas dos professores sobre os alunos.

Rosenthal nasceu em Giessen, Alemanha em 2 de Março de 1933, e deixou a Alemanha com a sua família aos 6 anos de idade. Em 1956 foi premiado com um doutorado pela Universidade da Califórnia, Los Angeles. Começou a sua carreira como psicólogo clínico e, em seguida, mudou-se para a psicologia social. De 1962 a 1999, ensionou em Havard, tornou-se presidente do departamento de psicologia em 1992 e professor de Psicologia em 1995. Quando se reformou em Harvard em 1999, foi para a Califórnia. Em 2008 ele tornou-se um professor universitário na Universidade da Califórnia do sistema estadual.

 

Ivan Pavlov (1849-1936)

Foi fisiologista e médico russo. Criou a "Teoria dos Reflexos Condicionados". Recebeu o Premio Nobel em 1904, por seus trabalhos sobre a relação do sistema nervoso com o sistema digestivo.Ivan Pavlov (1849-1936) nasceu na pequena cidade de Ryazan, na Rússia central, no dia 14 de setembro. Estudou num seminário religioso onde teve como mestre um sacerdote que lhe despertou o gosto pela ciência. Estudou Ciências Naturais na Universidade de São Petersburgo.Despertou o interesse em estudar Medicina, depois de ler "Os Reflexos do Cérebro", livro que detalhava as conexões entre nossas atividades físicas e nossas ações psicológicas. Seu objetivo era ser professor de fisiologia.

 

Burrhus Frederic Skinner

Nasceu em Susquehanna, no estado norteamericano da Pensilvânia, em 1904. Criado num ambiente de disciplina severa, foi um estudante rebelde, cujos interesses, na adolescência, eram a poesia e a filosofia. Formou-se em língua inglesa na Universidade de Nova York antes de redirecionar a carreira para a psicologia, que cursou em Harvard - onde tomou contato com o behaviorismo.

 

 

 

Glossário

Aculturação – é conjunto dos fenómenos resultantes do contacto contínuo entre grupos de indivíduos pertencentes a diferentes culturas, assim como as mudanças que dele decorrem nos padrões culturais de ambos os grupos.

Aprendizagem – consiste numa modificação relativamente estável do comportamento ou do conhecimento, que resulta do exercício, experiência, treino ou estudo.

Aprendizagem associativa – implica a associação de estímulos, ou a associação de estímulos e respostas.

Aprendizagem por habituação – é uma aprendizagem não associativa, porque o individuo aprende as características de um só tipo de estimulo.

Atitudes – predisposições para se responder positiva ou negativamente a um objeto social.

Condicionamento clássico – é uma aprendizagem que não envolve a vontade do sujeito.

Condicionamento operante – é uma aprendizagem que envolve a vontade do individuo.

Categorização – consiste no reagrupamento das pessoas, objetos ou situações, a partir do que serão as suas semelhanças e diferenças.

Cognição social – refere-se aos processos que estão na base da maneira como encaramos os outros e a nós próprios.

Componente afetiva – refere-se à emoção, sentimento negativo ou positivo em relação ao objeto social.

Componente cognitiva – refere-se às ideias, informações sobre o objeto social.

Componente comportamental – refere-se a reações ou respostas face ao objeto.

“crianças resilientes” – crianças que apesar de sofrerem situações muito perturbadoras conseguem resistir e desenvolver-se com equilíbrio.

Cultura – é uma totalidade em que se conjugam, organizados de forma dinâmica, diversos elementos materiais e simbólicos: conhecimentos, crenças, valores, leis e normas, formas de arte e expressão, costumes e práticas sociais, assim como objetos e construções produzidos.

Impressões – consistem no processo de integração de uma pessoa numa categoria a partir dos dados que obtemos num primeiro contacto ou das informações que nos são fornecidas por outros.

Interações – influenciam o que somos e o modo como nos comportamos.

Padrão cultural – conjunto de comportamentos, práticas, crenças e valores comuns aos membros de uma cultura, às formas particulares e padronizadas de ser e viver de uma comunidade ou grupo social.

Socialização – é um processo dinâmico de integração de um individuo numa dada cultura. Refere-se às formas como cada pessoa interioriza, e aprende, os elementos socioculturais enquanto participa, age e se comporta em diversas relações, práticas e instituições.

Vinculação – segundo Bowlby, a vinculação é uma necessidade do bebé para criar relações de proximidade e afetividade com os outros, para assegurar proteção e segurança.

Vinculação ambivalente/resistente – estado de perturbação mesmo antes da situação de abandono pela mãe. O bebé exista entre a aproximação e o afastamento.

Vinculação evitante – indiferença da criança à separação da mãe e ao seu regresso.

Vinculação segura – influencia mais positivamente o desenvolvimento afetivo e psicológico do bebé, com efeitos nas suas relações futuras..

 

 

Conclusão

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O meu trabalho chegou ao fim. Foram cumpridos os objetivos iniciais. Penso que a informação foi exposta de uma forma clara e que quem ler o trabalho fica bem informado acerca dos temas abordados na disciplina. 

O esforço valeu a pena. Existem inúmeras outras questões e problemáticas para expôr acerca da psicologia muito interessantes mas, devido à sua quantidade, ficarei apenas por estas.

 

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