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Portfólio Psicologia

Portfólio no âmbito da disciplina de psicologia

Portfólio Psicologia

Portfólio no âmbito da disciplina de psicologia

Introdução

 

Introdução

 

Este portefólio foi elaborado por Helena Escaleira, nº8 12ºC, aluna do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros.

A intenção do mesmo é a apresentação dos conteúdos programáticos da disciplina de psicologia ao longo do presente ano letivo. Esses mesmos conteúdos estao ordenados da seguinte forma: (Antes de mim) Genética, Cérebro, Cultura; (Eu com os outros) Relações precoces; Relações interpessoais; Influência social; Indivíduos e grupos; (Eu) A mente; As emoções; A conação; (Problemas e conceitos teóricos estruturantes da psicologia) O objeto da psicologia; Ser humano; 

Com a finalidade de o tornar mais completo, este contém reflexões pessoais, biografias sobre autores, documentários e pequenos resumos acerca da matéria. Espero que seja do agrado do professor avalia-lo.

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Influências genéticas e epigenéticas no comportamento

 

 

Existem dois tipos de características que se transmitem geneticamente dos pais para os filhos: comuns à espécie; próprias de cada um;

 

Hereditariedade individual: conjunto único de características herdadas por um indivíduo e que o distingue de todos os que integram a sua espécie.

Hereditariedade específica: transmissão à geração seguinte das características comuns aos indivíduos de uma espécie que os diferenciam de todas as outras;

 

Surge uma questão: Será que se pode falar com determinismo genético? Estará tudo determinado em nós?

-A tese do determinismo genético é inustentável já que coloca em causa todas as formas de escolha. A hereditariedade não faz tudo sendo necessário um ambiente e um meio adequado para que as potencialidade que herdámos se manifestem.

 

Qual é então o peso da hereditariedade e do meio?

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Genótipo: conjunto de genes que constituem o património hereditário de casa um. Código genético. Não são caracteres visíveis mas elementos químicos que poderão vir a originar determinados caracteres.

Fenótipo: conjunto de características físicas e comportamentais que se manifestam como resultado do genótipo com o meio.

Relativamente ao papel da genética na determinação das características individuais há duas posições:

Performismo: posição determinista do desenvolvimento em que tudo estava definido no programa pré-estabelecido geneticamente.

Epigénese: para lá dos elementos genéticos pré definidos, existem outros elementos ambientais e sociais que incluenciam as potencialidades hereditárias.

 

Impõe-se actualmente a convicção de que a hereditariedade estabelece certos limites intelectuais ao determinar o potencial genético, mas que dentro desses limites não há fronteiras fixas, sendo o meio o responsável pela sua ultrapassagem ou não.

O grau de estimulação fornecido pelo meio em interacção com o potencial genético influencia, tanto quanto podemos saber, a capacidade a que de modo pouco definido chamamos inteligência. Esta desenvolve-se, não é rigidamente fixada pela hereditariedade. 

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Fatores de influência no indivíduo

 

 Alguns fatores ambientais que exercem influência no individuo provocando alterações nas características hereditárias:

 

 

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-No meio pré-natal: 

 

 

-Alguns medicamentos;

-Algumas doenças (rubéola);

-Radiações atómicas, tabagismo, alcoolismo, toxicodependência, perturbações emocionais da mãe, saúde e alimentação precária da mãe;

 

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-No meio pós-natal:

-Melhoria das condições de vida---------------------------------------------------------->melhor desenvolvimento;

-Meios economicamente pobres e intelectualmente pouco estimulantes------>diminuição do QI;

 

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Algumas alterações genéticas afetam diretamente os indivíduos e outras podem afetar a sua descendência isto porque existem duas variáveis distintas: mutação genética e variação genética.

Na mutação genética existem alterações no indivíduo provocadas pelo meio e manifestam-se a nível do fenótipo não afetando o código genético.

Na variação genética existem alterações no código genético provocadas por influência de alguns fatores ambientais. Estas alterações provocam malformações graves no indivíduo que se transmitem à descendência.

Talidomida

 

A talidomida (C13H10N2O4) é uma substância usualmente utilizada como medicamento sedativo, anti-inflamatório e hipnótico. Devido a seus efeitos teratogénicos, tal substância deve ser evitada durante a gravidez e em mulheres que podem engravidar, pois causar má-formação ou ausência de membros no feto.

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Notícia do Jornal Publico em 2013:

 

"Foram mais de três mil as crianças afectadas em Espanha pelos efeitos secundários do medicamento talidomida tomado pelas mães durante a gravidez na década de 1960. Das 300 pessoas que ainda estão vivas, 186 chegam à justiça espanhola, esta segunda-feira, com um processo em que pedem uma indemnização de 204 milhões de euros ao fabricante.

Se o tribunal der razão à acusação, cada pessoa ganhará com cerca de 20 mil euros, adianta o El País, que diz que o principal argumento está nas deficiências permanentes com que as 186 pessoas ficaram.

A talidomida foi um dos fármacos que ficou mais conhecido, a nível mundial, pela polémica em que se viu envolvido: patenteado na Alemanha pela Grünenthal em 1955 como um tranquilizante era, contudo, também recomendado às grávidas para evitar os enjoos. O problema revelou-se mais tarde quando muitos dos bebés nasciam com graves deficiências, nomeadamente sem alguns membros ou parte deles.

Documentos comprovam causa-efeito
Segundo Basterrechea o medicamento só afecta o desenvolvimento durante a gravidez entre os dias 14 e 50, pelo que as mulheres que o começaram a tomar mais tarde tiveram crianças saudáveis, dando mesmo como exemplo a sua irmã mais velha que nasceu sem problemas. Ao todo, nas contas da associação, nasceram pelo menos 50.000 crianças com malformações associadas à talidomida. Cerca de 10 a 15 mil ainda estarão vivas."

Com este tipo de informações pude concluir que os fatores que provocam malformações graves no indivíduo estão presentes até nas coisas mais simples como um medicamento para os enjoos e que acabam por condicionar uma vida inteira. Sobre esta situação penso ainda até onde vão os limites da ciência, até que ponto é ela tão bem preparada para evitar este tipo de situações.

 

Reflexão:

 

Visto de um ponto ético, mesmo que todos os casos fossem indeminizados, será que isto equivaleria aos danos físicos e psicológicos provocados às crianças e às mães?

 

A resposta segundo a minha opinião é não. A empresa lucrou cerca de 500 milhões de eruros e ainda não fornceu ajuda aos afetados. Porém, não há dinheiro que cubra as vidas arruinadas pois os afetados ficaram limitados e dependentes para o resto das vidas. As suas vidas sociais, amorosas e de sustentação foram em muitos casos impossíveis. E o mais revoltante é que mais de metade deestas pessoas ainda não foram indeminizadas, ainda hoje inúmeros processos continuam a decorrer.

 

 

*A talidomida foi mais tarde usada para o tratamento de doenças como sida e alguns cancros.

Genoma Humano

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Principais distúrbios e alterações de origem genética:

 

- Síndrome de Down, talassemia, albinismo, daltonismo, Síndrome de Turner etc.

 

O que é o genoma humano?

 

Podemos dizer que genoma é o código genético do ser humano, ou seja, o conjunto dos genes humanos. No material genético podemos encontrar todas as informações para o desenvolvimento e funcionamento do organismo do ser humano. Este código genético está presente em cada uma das nossas células. O genoma humano apresenta-se por 23 pares de cromossomas que contem interiormente os genes. Todas as informações são codificadas pelo DNA, o ácido desoxirribonucleico. Este ácido, que tem um formato de dupla hélice, é formado por quatro bases que se juntam  aos pares: adenina com timina e citosina com guanima.

 

 

 

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A utilidade do genoma humano

 

Através do mapeamento genético do genoma humano será possível, muito em breve, descobrir a causa de muitas doenças.  Muitos remédios e vacinas poderão ser desenvolvidos a apartir das informações obtidas pelas pesquisas genéticas. Descobrindo a causa de várias doenças, o ser humano poderá adotar medidas de prevenção.

 

Através de pesquisas genéticas e exames, já é possível detectar se um ser humano tem predisposição para sofrer de certas doenças ou se um embrião herdou doenças graves. Em breve, quando forem descobertas as funções de todos os genes humanos, outros benefícios virão.

 

Principais áreas da Genética

 

- Genética Molecular - enfatiza ao estudo das estruturas e funções dos genes em nível molecular.

 

- Genética Clássica - utiliza procedimentos e técnicas da Genética antes da chegada da Biologia Molecular.

 

- Genética de Populações - estuda  as mudanças que ocorrem nos alelos com as influências das forças evolutivas.

 

- Genética Ecológica - analisa e estuda a Genética tendo em conta as interações dos organismos e destes com o meio ambiente.

 

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Gémeos

 

Gémeos verdadeiros 

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A gravidez de gémeos monozigóticos (univitelinos, idênticos ou verdadeiros) forma-se através de um único óvulo fecundado por um único espermatozóide, mas em vez de originar apenas um embrião, o zigoto origina dois ou mais. Isso porque as células formadas nas fases inciais do desenvolvimento (até oito dias depois da fecundação) se separam em dois ou mais grupos independentes de cada grupo origina um embrião completo.

Esses gémeos são geneticamente iguais entre si e, portanto, são sempre do mesmo sexo.

Se a separação ocorre cedo (dois a três dias depois da fecundação), formam-se gémeos com dois âmnios, dois córions e duas placentas ( se a implantação do útero for próxima, o córion e a placenta podem fundir-se).

 

O mais comum, porém, é a separação ocorrer depois e formarem-se duas massas celulares internas, que compartilham o mesmo trofoblasto. Nesse caso, os gémeos vão partilhar o córion e a placenta, mas cada um está na sua cavidade amniótica.

 

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Trissomia 21

O que é a Trissomia 21 ou Síndrome de Down?

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O corpo humano é formado por pequenas células e dentro destas células constituídas por cromossomas. Cada célula tem 46 cromossomas. Por qualquer razão inexplicável, nas crianças com Trissomia 21, há um erro de formação e todas as células em vez de ficarem com os 46 cromossomas habituais aparecem com 47. Pensa-se que este erro ocorre durante a divisão das células do ovo ou do esperma, ou durante a fertilização.

 A patologia chama-se assim em homenagem a John Down, médico britânico que descreveu a síndrome em 1862. A sua causa genética foi descoberta em 1958 por um professor, que descobriu uma cópia extra do cromossoma 21. É o distúrbio genético mais comum, estima-se que exista 1 a cada 1000 nascimentos.

 -Como é a personalidade?

As crianças/pessoas com Trissomia 21 são diferentes umas das outras. São muito diferentes na personalidade, modo de aprender, inteligência, aparência, humor, sensibilidade e atitudes.

As crianças com Trissomia 21 têm emoções, atitudes, brincadeirase crescem até atingirem vidas independentes ou com necessidades diferentes de apoios.

 -Aprendizagem e inteligência

Todas as crianças com este síndrome beneficiam das mesmas oportunidades de educação que todas as outras da comunidade. A qualidade da educação nas escolas é muito importante para que elas se desenvolvam todo o seu potencial de aprendizagem.

Quase todas as crianças com Trissomia 21 apresentam nos testes um atraso mental ligeiro ou moderado. Mas muitas vezes fica-se surpreendido com a memória a criatividade e a astúcia destas crianças. Embora tenham grandes dificuldades de aprendizagem, podem talentosas noutras áreas.

-Cuidados de saúde

Todas estas crianças começam cedo a serem avaliadas nas consultas de saúde.

Estas crianças têm uma percentagem elevada de problemas cardíacos e portanto devem todas fazer um exame nos primeiros 2 meses de vida.

Podem ter deficiência de audição e ter defeitos de visão e devem ser vigiadas por Oftalmologista.

O Hipotiroidismo (deficiência do funcionamento da glândula tiróide) pode aparecer, principalmente na adolescência.Têm uma grande tendência para a obesidade.

Os dentes tendem a ser pequenos e irregulares. Hoje há mais oportunidades para estas crianças do que há alguns anos atrás. No futuro as comunidades locais terão programas de apoio à integração destas crianças.

Centenas de crianças com Trissomia 21 em todo o País vivem a sua vida de uma forma normal. Têm sonhos e determinação para atingir os seus objetivos. Muitos deles têm trabalhos significativos, mantêm as suas próprias casas no dia a dia e dão contributo importante às suas comunidades.

A complexidade do ser humano

 

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O comportamento rígido e mecânico do animal opõe-se à complexidade e pluralidade de condutas do ser humano. O Homem consegue compreender os problemas e as duas variáveis construíndo soluções para os mesmos. Isto é possível porque o Homem caracetriza-se pela complexidade de inteligência, memória e imaginação. A complexidade deve-se à evolução.

Assim, o animal:

-Tem uma ação instintiva, um comportamento rígido e fixo;

-Reações previsíveis e iguais para todos os elementos da mesma espécie;

-Reação baseada num programa biológico pré-instalado;

-Possibilidades de aprendizagem mínimas.

 

O Homem:

-Comportamentos diversificados;

-Instinto controlado pela cultura e normas;

-Comportamentos individualizados e aprendizagens infinitas;

 

Evolução filogenética: origem e evolução das espécies, desde as formas mais elementares da vida até ao seres mais complexos como o ser humano. Processo de hominização;

Evolução ontogenética: dsenvolvimento do individuo ao longo da vida.

Programa aberto e programa fechado

 

Os organismos vivos e principalmente os seres humanos funcnam como sistemas abertos, em contínua relação recíproca com o meio.

Programa fechado: sequência organizada de comportamentos fixos e rígidos predefinidos no património genético de uma espécie.

Programa aberto: sequência de comportamentos a definir pela interação entre o património genético, o meio ambiente e as disponibilidades de aprendizagem.

 

Prematuridade humana:

Desde cedo que os animais manifestam os comportamentos típicos da espécie a que pertencem. Os animais nascem quase protnos para enfrentar o meio enquando que o ser humano leva anos para o poder fazer. Nascemos inacabados. Permanecemos durante a nossa vida neste estado, o inacabamento humano, vivendo permantentemente num estado de prematuridade.

 

Neotenia- o homem tem esta característica porque tem um desenvilvimento lento e as competências próprias do adulto demoram a surgir, o adulto mantém características próprias da idade juvenil.

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Sistema nervoso

Sistema nervoso

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Sistema nervoso:

-central

-cérebro ou encéfalo;

-espinal medula;

-periférico;

-somático

-nervos sensitivos;

-nervos motores;

-autónomo;

-simpático;

-parassimpático 

 

Função geral

É um amplo mecanismo de conexão que coordena todos os processos que garantem o equilíbrio interno do organismo e garante a ligação e o equilíbrio com o mnundo exterior.

Para realizar isto o sistema nervoso tem que:

-transportar as informações que são captadas pelos órgãos dos sentidos até aos centros que procedem à descodificação.

-efetuar o processamento dessa informação recebida do exterior;

-comandar os comportamentos com que o organismo irá repsonder aos dados recebidos e processados;

-fazer circular a informação até aos órgãos que permitam efetuar a resposta adequada.

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Função de algumas estruturas:

Espinal medula: centro de coordenação da atividade reflexa; centro condutor dos impulsos nervisos dirigidos ao cérebro.

Córtex cerebral: controla os movimentos voluntários, a perceçãp o pensamento a imaginação...

Tálamo: recebe e transmite a informação para o córtex cerebral;

Cerebelo: coodena os movimentos e garante o equilíbrio;

Hipófise: glândula que dirige a atividade so sistema endócrini;

Hipotálamo: regula em articulação com a hipófise, a homeostasia.

 

 

A comunicação nervosa

 

-Os nervos sensoriais ou aferentes transportam as informações captadas pelos órgãos dos sentidos, influxo nervoso, até à espinas medulas ou até ao cérebro;

-O sistema nervoso central processa a informação e determina uma resposta;

-A resposta é transmitida pelos nervos motores ou eferentes para os vários órgãos periféricos do corpo para que estes executem uma resposta.

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Hemisférios cerebrais

 

O cérebro é consituído por dois hemisférios e cada um deles controla a parte oposta do corpo pois os feixes nervosos que conduzem as instruções até aos músculos se cruzam no percurso.

-Hemisfério esquerdo: responsável pelo pensamento lógico, linguagem e cálculo;

-Hemisfério direito: responsável pela formação de imagens e pelo pensameno concreto, pela perceção das formas e cores;

Os dois hemisférios trabalham de forma integrada e complementar.

 

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 Linguagem e hemisférios cerebrais

Uma conversa não é uma mera troca de palavras, o tom do que é dito e a linguagem corporal é importante para a conclusão da mensagem, mas só com a ajuda dos dois hemisférios é que será possível codificar a mensagem na totalidade.

  Duas áreas cerebrais linguísticas importantes

Existe duas partes linguísticas importantes no hemisfério central esquerdo que actuam em estreita cooperação tendo cada uma delas a sua especialidade.

Uma delas, a “área de Broca” que é a área que se localiza mais à frente, situada no lobo frontal, sendo esta, a mais saliente para o aspecto gramatical da linguagem, ou seja, quando nós combinamos palavras, colocamos terminações nas palavras ou quando conjugamos as palavras no presente e no passado.

E a outra área é Wernicke que se localiza mais posteriormente, situada no lobo temporal, próximo do centro auditivo, é nesta em que compreendemos o significado das palavras e que encontramos as palavras e os conceitos certos quando falamos. Contudo, o processo de compreensão da linguagem de tal modo complexo que engloba muitas mais partes do cérebro, estas partes que estão associadas aos hemisférios cerebrais estão em actividade quando ouvimos e falamos. 

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Pesquisa- Dopamina e toxicodependência

 

 

Funções da Dopamina 

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Os neurónios, células do sistema nervoso, têm a função de conduzir impulsos nervosos para o corpo. Para isso, tais células produzem os neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pelo envio de informações às demais células do organismo. Nesse conjunto de substâncias está a dopamina, que atua, especialmente, no controle do movimento, memória, e sensação do prazer.

 

De forma molecular C8H11NO2, a dopamina é um composto químico derivado do aminoácido tirosina e precursora natural dos neurotransmissores adrenalina e noradrenalina. Ela é produzida, principalmente, numa região do cérebro denominada substância negra; sintetizada por meio da ativação da enzima tirosina hidroxilase; armazenada em pequenas vesículas nos terminais dos neurónios e liberada por meio das sinapses químicas do cérebro.

Esse neurotransmissor desempenha importantes funções no organismo. A primeira delas é a sensação de prazer. No decorrer de circunstâncias agradáveis, a dopamina é libertada, desencadeando impulsos nervosos, que levam a uma sensação de prazer e bem estar. Alimentos saborosos, sexo, jogos e drogas são alguns exemplos de situações que estimulam a ação da dopamina.

A substância atua também na função motora do corpo humano, sendo responsável pela execução de movimentos voluntários, que são aqueles que ocorrem de acordo com a nossa vontade, como por exemplo, a atividade muscular.

Estudos recentes mostram, ainda, que o neurotransmissor está relacionado à capacidade de memorização. Segundo os cientistas, esse sentimento de satisfação e prazer gerado pela ação da dopamina é associado, no cérebro, a momentos também prazerosos, o que faz com as informações fiquem armazenadas por um período maior em nossa memória.

A concentração de dopamina no organismo está relacionada, também, ao surgimento de doenças. O Mal de Parkinson, por exemplo, tem sua origem ligada à falta de dopamina. Isso porque, com o envelhecimento, há a morte natural de neurônios, o que reduz a produção do neurotransmissor. Essa carência de dopamina acaba alterando os movimentos do corpo, tornando-os descoordenados, principal sintoma da doença.

 

O vício é outro distúrbio associado aos valores de dopamina no organismo. As drogas atuam sobre os receptores dos neurotransmissores, assim, quando o indivíduo faz uso dessas substâncias, o cérebro produz uma grande quantidade de dopamina, aumentando o estado de prazer. Daí a necessidade de consumir a droga constantemente para se ter sempre essa sensação de prazer.

O Excesso e a deficiência deste produto químico vital são a causa de diversas condições da doença. A doença e a toxicodependência de Parkinson são alguns dos exemplos dos problemas associados com os níveis anormais da dopamina.

 

A minha questão acerca deste tema baseia-se na necessidade de consumo de determinadas drogas pelos toxicodependentes. O porquê do vício, o porquê de estas pessoas não serem capazes de resistir a estas substâncias. A dopamina é uma substância presente na cocaína. Desse modo, através de uma imagem, tentarei demonstrar como a cocaína atua no cérebro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sintetizada em 1859, a cocaína tem como origem a planta Erythroxylon coca, em cuja composição química se encontram os alcalóides Cocaína, Anamil e Truxillina

As propriedades primárias da droga bloqueiam a condução de impulsos nas fibras nervosas, quando aplicada externamente, produzindo uma sensação de amortecimento e enregelamento.

Ingerida ou inalada, a cocaína age sobre o sistema nervoso periférico, inibindo a reabsorção, pelos nervos, da norepinefrina (uma substância orgânica semelhante à adrenalina). Assim, ela potencializa os efeitos da estimulação dos nervos. A cocaína é também um estimulante do sistema nervoso central, agindo sobre ele com efeito similar ao das anfetaminas.

Assim, é mais fácil entender a dependência dos drogados a esta substância pois funciona como um estimulante que fornece prazer, mas com efeito de pouco tempo o que provoca a necessidade de mais consumo.

 

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Cerebro feminino e masculino

Todos nós sabemos que existem diferenças entre o homem e a mulher. Essas diferenças não são apenas físicas como também biológicas. Conseguimos perceber que a mulher tem aptidão para determinadas coisas que o homem não tem e vice-versa. 

Desde cedo estas diferenças trouxeram consigo o sexismo e a crença de que o homem era superior à mulher pois era capaz de realizar as melhores atividades daquela época, o esforço físico como caçar, lutar, cortar lenha... As mulheres porém, ficavam responsáveis pelos lugares onde se alojavam, garantir a continuidade da espécie e realizar tarefas que não envolvessem tanto esforço físico.

Com o avanço da civilização, continuamos a acentuar essas diferenças. A mulher, já na época moderna, eficava em casa a cuidar da mesma e dos filhos, sendo-lhe negado o direito de participar nas decisões familiares ou da sociedade como por exemplo, votar.

 

Cansada dessa situação, a mulher começou a impor-se nas últimas décadas, com o movimento feminista e diversas outras organizações, foi possível ganhar espaço na sociedade, participando ativamente das universidades, empresas e instituições. Mas ainda hoje existem inúmeras barreiras.

Até o momento, sabemos que existem diferenças físicas entre os homens e as mulheres e, de início, foram essas diferenças que causaram essa separação feminino/masculino. Mas, e a parte biológica? Claro que as questões de anatomia, em geral, são bem conhecidas por nós, mas e o cérebro? 

Fui pesquisar acerca de cientistas que estudaram esta questão.

Simon Baron-Cohen é um dos maiores pesquisadores acerca funcionamento do cérebro masculino, feminino. Em resumo, o autor diz que ‘sim, existe diferença’ entre cérebro masculino e feminino! De acordo com suas pesquisas essas diferenças dão-se antes do nascimento, ainda na vida intrauterina, causadas por hormónios sexuais pré-natais; esses hormónios, posteriormente, afetam as aptidões.

Aptidão espacial: mais identificada no sexo masculino, é suprimida pelo estrogênio;

Aptidão para memória verbal: mais identificada no sexo feminino, devido a reposição hormonal.

 

Devido a essa alteração hormonal podemos identificar nos indivíduos de sexo masculino uma tendência maior a raciocínios matemáticos, jogos de dardos, formas geométricas e padrões complexos, além de objetos em rotação.

Já os indivíduos do sexo feminino estão mais direcionados a memória verbal e de imagem, facilidade com leitura, além de tarefas de precisão que requerem maior coordenação motora, controlo e detalhes.

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Partindo disso, podemos apontar que indivíduos do sexo feminino processam a linguagem nos dois hemisférios do cérebro (esquerdo e direito), já os do sexo masculino, processam apenas em um dos hemisférios (esquerdo). Entretanto, para tarefas nas quais é necessária a utilização da orientação espacial, apenas indivíduos do sexo masculino processam dos dois lados de uma região cérebro denominada ‘hipocampo’.

Outra teoria, que partiu da Universidade da Pensilvânia (EUA), conclui as mesmas diferenciações, porém por um caminho diferente. Relata que o cérebro masculino possui mais conexões dentro de cada hemisfério (ou seja, existem mais conexões dentro do hemisfério esquerdo e dentro do hemisfério direito), já o cérebro feminino possui mais conexões entre os hemisférios (ou seja, eles estão mais interligados).

Elliot

O dia em que Elliot deixou de sentir

 

Uma das mais influentes e provocativas teorias que tenta explicar como nosso cérebro toma decisões – a teoria do marcador somático - foi proposta nos anos 90 pelo neurocientista português António Damásio. Já falamos sobre ela nesta coluna. Dizer que é o cérebro quem tomas as decisões já é em si uma provocação. Se é essa massa gelatinosa quem decide, onde está nosso livre arbítrio? De fato, para a enorme maioria dos neurocientistas que estudam cognição e comportamento, o livre arbítrio é mais uma invenção de nosso cérebro. Mas essa é outra história. 



Damásio ficara fascinado com o caso de Phineas Gage, aquele trabalhador das estradas de ferro dos Estados Unidos que em 1848 teve seu crânio atravessado por uma barra metálica de um metro e meio de comprimento e sobreviveu para contar a história. Os relatos sobre a vida de Phineas posteriores ao acidente mostram que embora ele parecesse uma pessoa normal sua capacidade de tomar a decisão correta em cada situação tinha sido destruída junto com seus lobos frontais. Mas de Phineas só tinha sobrado o crânio e embora fosse possível reconstruir o trajeto da barra, Damásio não poderia ter certeza quanto do cérebro o acidente havia destruído. E aí entra Elliot e sua peculiar história. 


Elliot era um jovem com seus trinta e poucos anos. Bem sucedido profissionalmente, inteligente, e de fácil relacionamento. Já na sua lua de mel começara a sentir fortes dores de cabeça. Como estas aumentaram decidiu consultar o médico e os exames confirmaram a existência de um meningeoma, um tumor benigno que se forma nas membranas que envolvem o cérebro. O tumor crescera já do tamanho de uma pequena laranja e embora benigno comprimia a parte do cérebro que fica sobre as órbitas. Aquela mesma região que tinha sido destruída pela barra de ferro em Phineas Gage. Caso não operasse, a compressão do cérebro acabaria provocando a morte. 

A cirurgia para remoção do tumor foi bem sucedida, mas boa parte do córtex cerebral próximo ao tumor foi danificada. Testes realizados após a cirurgia não revelaram nenhum problema com Elliot. Inteligência acima da média, ótima memória, linguagem fluente. Mas a partir da cirurgia sua vida se transformou em um verdadeiro caos. Antes extremamente prático na hora de lidar com seu trabalho, agora ficava horas concentrado em detalhes irrelevantes. Decisões simples como marcar um encontro com um cliente terminavam com a desistência deste último ante tantos prós e contras que Elliot encontrava para cada possibilidade de horário e local. Escolher entre uma caneta azul ou vermelha podia demandar horas nas quais as diversas possibilidades de usar azul ou vermelho eram pormenorizadamente analisadas. Decidir tinha se tornado uma missão quase impossível. 

Lobos cerebrais

 

Cada hemisfério é composto por 4 lobos cerebrais:

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-Frontal;

-Parietal;

-Occipital;

-Temporal;

 

Em cada lobo existem:

-áreas primárias: áreas de receção de informação sensorial e centros de transmissão de ordens motoras;

-áreas secundárias: áreas de coordenação, integração, reconhecimento e associação de informação;

Lesões no lobo occipital:

-se é afetada a área visual primária a pessoa perde a faculdade de ver: cegueira cortical;

-se é afetada a área visual secundária a pessoa continua a ver mas não reconhece o que vê: agnosia visual;

Lesões no lobo temporal:

-se é afetada a área auditiva primária a pessoa perde a faculdade de ouvir- surdez cortical;

-se é afetada a área auditiva secundária a pessoa continua a ouvir mas não reconhece o que ouve: agnosia auditiva;

-Lesões no lobo parietal:

-se é afetada a área sensorial primária a pessoa perde a sensibilidade táctil mas e térmica da parte correspondente do corpo: anestesia cortical;

-Lesões no lobo frontal:

-se é afetada a área motora primária a pessoa perde a motricidade da parte do corpo correspondente: paralisia cortical;

-se for lesionada a área motora secundária a pessoa passa a ter uma incapacidade de organizar conscientemente os seus movimentos: apraxia;

Funcionamento sistémico do cérebro

Teria da unidade funcional do cérebro

 

-não existem no cérebro departamentos autónomos;

-o cérebro é um todo cujas partes se inter-relacionam;

-nenhuma área é autónoma nem detém o exclusivo de uma certa função;

-em certos casos um problema causado por uma lesão numa certa área pode ser superado ou minimizado por colaboração de uma outra área;

 

-Função vicariante:

capacidade que as zonas cerebrais possuem de exercer a função que competia a uma determinada área, mas que essa não pode desempenhar por ter sido lesada.

 

António Damásio:

o cérebro funciona em obediência a dois princípios:

1) especialização- o cérebro não funciona de modo indiferenciado. Há zonas que dão o seu contributo específico, existem zonas especializadas no cérebro.

2)integração- as funções mais complexas que o ser humano realiza envolvem uma coordenação de diversas áreas do cérebro, atuando como um todo.

Tese triúnica do cérebro de Paul Maclean

 

Maclean defendeu que o nosso cérebro possui hoje uma estrutura que reflete os estádios de evolução.

3 cérebros diferentes no nosso cérebro- cada um corresponde a uma fase de evolução nas espécies:

 

cérebro reptiliano (interior):

-herança do nosso passado pré-histórico. É a parte mais antiga e profunda do nosso cérebro e que teria características dos cérebros dos répteis.

-seria útil na coordenação de funções vitais básicas e entra em função quando nos sentimos em perigo.

-base da competição, sobrevivência, deisões repentinas e sexualidade;

-responsável pelos impulsos homeostáticos;

-cérebro paleomamífero;

-estrutura característica dos mamíferos interiores. Seria uma parte do cérebro correspondente a uma fase de evolução mais recente que a anterior.

-cérebro neomamífero;

-corresponderia a uma parte da evolução mais recente. Seria ua característica dos mamíferos superiores. Corresponderia à parte mais exterior do cérebro.

 

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Inacabamento e lentificação

No ser humano, o inacabamento e a lentificação possibilitaram a complexificação quer a nível filogenético quer a nível ontogenético.

A infância é longa nos humanos. A autonomia é tardia. A atuação individualizada só é possível passados vários anos. A lentificação não é de todo uma perda de tempo mas sim uma vantagem para o homem.

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-Desenvolvimento lento- lentificação;

-Resultado do desenvolvimento complexo- complexificação;

-Autonomia e atuação individualizada tardia- individuação;

Individuação é o processo de singularidade e autonomia que permite ao ser humano escapar à padronização específica e tornar-se apto a comportar-se de modo original.
A simplicidade do animal deriva de um sistema nervoso rudimentar e de um processo rápido de maturação bem como comportamentos preformados resultantes de esquemas inatos. Deriva também da submissão a respostas típicas da espécie.
A complexidade do ser humano deriva de um sistema nervoso desenvolvido e da lentificação no desenvolvimento bem como das necessidades e possibilidades de aprendizagem.

Plasticidade e aprendizagem:
Plasticidade das células nervosas ou seja, possibilidade de alterações fisiológicas dos neurónios resultantes da aprendizagem e da memória. O exercício intelectual provoca modificações nas células nervosas. Com a aprendizagem aumentamos a nossa massa encefálica implicada nesses processos e desenvolvemos as ligações sinápticas.
A função vicariante também comprova a plasticidade do cérebro.
O cérebro é o órgão mais espantoso que ser humano possui e, embora haja muita coisa que ainda constitui um imenso mistério na área da neurologia, por outro lado já nos é possível dar a conhecer muitas das suas funções, nomeadamente a função vicariante.

Existem áreas especializadas no cérebro com determinadas funções contudo, certas competências e capacidades dependem do funcionamento integrado de várias áreas cerebrais. Podemos, portanto, constatar que o cérebro funciona como um todo, como uma rede funcional, e é precisamente isso que permite a função vicariante.

O que é a função vicariante?

A função vicariante é a capacidade de recuperar total ou parcialmente as capacidades perdidas devido a uma lesão cerebral.
Embora o tecido nervoso do córtex cerebral não se regenere, é possível recuperar as capacidades perdidas pelas áreas adjacentes da área lesionada através da reorganização espontânea do tecido nervoso e com desenvolvimento de novas conexões que se baseiam na substituição funcional. Isto é, cada área do nosso cérebro possui neurónios específicos para determinada função, quando é danificada determinada área, os neurónios dessa mesma área morrem. Contudo, os neurónios das áreas vizinhas podem substituir os neurónios perdidos estabelecendo uma nova organização do tecido nervoso, pois os neurónios conseguem adquirir e desempenhar outras funções que não as pré-definidas, por ventura podem não conseguir desempenha-las a 100% devido ao facto de não estarem predestinados àquela área cerebral.

Logicamente, dependendo da gravidade das lesões estas podem nem sempre ser reversíveis, dependendo também da área e da capacidade que é afetada.
Um exemplo da função vicariante é quando se retira um hemisfério cerebral a um paciente com epilepsia devido a esta não ser possível de controlar através de medicamentos. Isto é possível porque após retirar um dos hemisférios, o outro hemisfério desempenha as funções do que foi retirado. É claro que quanto mais novo for o paciente, maiores são os seus progressos durante a recuperação, sendo mais aconselhável em crianças

 

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Cultura portuguesa

Costumes

Portugal é um país muito rico em costumes e tradições, e a sua descoberta irá oferecer-lhe umas férias mais autênticas. Para o ajudar a conhecer o “verdadeiro” Portugal, a Portugal Live apresenta-lhe as seguintes sugestões.

Gastronomia 

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Todos os países têm tradições muito próprias, especialmente no que toca à culinária! A gastronomia portuguesa é soberba e irá proporcionar-lhe momentos deliciosos. Entre as principais especialidades contam-se os pastéis de nata, os queijos regionais, o bacalhau, numerosos pratos de carne, peixe ou marisco, bem como excelentes vinhos. Para mais informações sobre a fantástica gastronomia portuguesa.

Artes

Portugal possui uma vida artística muito florescente, da literatura à arquitectura e do teatro à dança. Quer as suas preferências estejam voltadas para a música, a animação nocturna, os museus ou as exposições, irá encontrar numerosos locais para visitar, especialmente na capital, Lisboa. 

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Festas populares

As romarias são festas religiosas que se realizam em honra de santos em muitas localidades portuguesas. Se passar por uma região onde esteja a decorrer uma destas festividades, não perca pois vale a pena! Poderá observar a procissão solene, os trajos e as figuras religiosas antes de participar na festa que se segue!

Trajos regionais

O vestuário tradicional do Alentejo, como o barrete verde e vermelho dos campinos ou a samarra, continua a ser usado em muitas ocasiões.

Os trajos regionais do Norte, sobretudo no Minho, também podem ser vistos durante os casamentos e outras ocasiões festivas. As mulheres vestem trajos muito ricos e coloridos, com tons dominantes de vermelho, branco ou preto, e usam longos colares de ouro ao peito, cobrindo a cabeça com um lenço.

Em Trás-os-Montes e Alto Douro, os pastores vestiam outrora capas de colmo (croças) para se protegerem da chuva. Hoje, o uso de vestuário negro de luto continua a ser comum, sobretudo nas povoações do interior do país.

O trajo típico da Madeira continua a ser usado pelas floristas e nos mercados locais. 

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A cultura

A cultura

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  Cultura é todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro da sociedade.

Os fatores fundamentais no processo de tornar-se humano: socialização e aculturação.

 

"Não nascemos humanos, tornamo-nos humanos".

 

Natureza é diferente de cultura. 

Natureza---> espontâneo, comum aos animais e universal;

Adquirido--->de influência social, regulado por normas, específico e particular.

 

A CULTURA não tem o sentido que por vezes lhe damos. Integra os aspetos espirituais e os materiais.

Engloba três categorias de condutas:

-Condutas implicadas no estabelecimento de relações sociais de diversos tipos;

-Condutas implicadas na construção e no fabrico de objetos materiais

-Condutas implicadas na elaboração e uso de sistemas simbólicos de comunicação.

 

O processo de socialização:

 

-Processo pelo qual os indivíduos se integram nos grupos, adquirindo as atitudes, crenças e valores mais significativos de uma cultura. É normalmente um processo espontâneo.

-Existem dois tipos de socialização: primária e secundária.

 

Primária- processo através do qual a criança estabelece relações com os outros elementos da sociedade, tornando-se num membro participante e tendo como principal influência o agente social e a família. A família partilha cada vez mais a sua importância como agente de socialização primária como os infantários.

Secundária- processo posterios à socialização primária por meio do qual o individuo apreende novos papéis, contrinuindo para a formção complexa da personalidade do individuo. Este processo pode ser superficial e não exigir profundas mudanças mas pode também comportar grandes alterações na personalidade.

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Mecanismos de socialização

 

Aprendizagem- através da qual interiorizamos os valores, as regras sociais e os modelos de comportamento.

Imitação- consiste na reprodução dos comportamentos observados.

Identificação- processa-se quando u indivíduo se identifica com outra pessoa que desempenha determinados papéis considerados importantes.

 

Agentes de socialização: família, escola, meios de comunicação social,os pares.

Aculturação: processos que resultam do contacto entre essoas pertencentes a culturas ou subculturas diferentes. Pode ser feita por reintegração ou por destruição.

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Padrões de cultura:

São modelos culturais, sociais ou de conduta. São formas coletivas de comportamento que permitem aos seres humanos aferir a sua conduta individual e prever a conduta dos outros

Qual a sua importância?

Contribuem epara facilitar a adaptação dos individuos à sociedade. Permitem agir segunda os padrões culturais o que nos da um forte sentimento de normalidade. Permitem prever como poderão comportar-se as outras pessoas e são uma espécie de hábitos sociiais.

O bebé e a mãe

 

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Competências básicas do bebé e da mãe

 

A importância da comunicação bebé/mãe na vinculação

 

Competências básicas do bebé:

 

A prematuridade. A criançã não é um adulto em miniatura muito menos um tubo digestivo. Esta é portadora de necessidades e capacidades que têm que ser desenvolvidas. 

O bebé nasce equipado com relfexos que permitem a sobrevivência e a adaptação à vida: reflexo de fuga à dor, reflexo de sucção e choro que permite a comunicação. Nasce com um equipamento sensorial e motor que permite olhar, ouvir, chorar, agarrar...

Nasce com competências para comunicar: o choro, o sorriso, as expressões faciais, a vocalização.

 

Competências básicas da mãe:

São biológicas já que o seu comportamento maternal assenta em fatores de ordem biológica. O sistema hormonal desempenha funções importantes. São sociais pois as competências necessárias aos cuidados com os filhos estão ligadas à aprendizagem social. São também emocionais pois o comportamento maternal também inclui um conjuntos de sentimentos. A personalidade da mãe tem importância em relação ao bebé. (afetuosa, ansiosa, nervosa, autoconfiança)

 

O modelo continente/conteúdo

 

-A criança vive emoções (medo, angústia, receio);

-A criança projeta este conteúdo na mãe que funciona como continente..

 

Bion- 3 formas de comunicação tipo:

1) A mãe interpreta as emoções da criança como "manhas" o que aumenta a ansiedade do bebé;

2) A mãe fica agitada e desenvolve comportmentos ansiosos e super protetores, neste caso a mãe não funciona como continente e aumenta a ansiedade do bebé.

3)A mãe funciona como continente, comunica de forma equilibrada com o bebé: a mãe gera assim segurança e bem estar.

Investigações

O choro (reflexo inato)

 

Se os pais atenderem ao bebé sempre que este chora, o que acontece? Essa conduta é reforçada?

 

Investigações de Mary Ainsworth

 

-Se os pais não responderem prontamente ao chamamento o bebé tende a chorar com mais frequência no primeiro ano de vida.

-Se os pais são prontos no atendimento ao choro, o bebé tende a chorar com menos frequência e desenvolve outras formas de comunicação tais como sorrisos e o balbuciar. 

 

O sorriso

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 Segundo René Spitz:

-Os primeiros sorrisos são automáticos e apenas entre as 6 e as 12 semanas é que o sorriso é intencional, surgindo apenas perante a mão e outras pessoas. Para ele, o sorriso é a primeira manifestação de socialização humana.

 

As investigações de Bowlby e Mary Ainsworth

 

Bowlby foi dos primeiros psicólogos a estudar a vinculação do bebé à sua mãe. Foi influenciado pelos trabalhos de Konrad Lorenz e pelo conceito por este  criado, o imprinting. Bowlby ligou muito a vinculação à satisfação de necessidades biológicas da criança, sobretudo a alimentação.

 

 

Investigação realizada por Mary Ainsworth:

 

 "A situação estranha"

 

Mary Ainsworth coaborou com John Bowlby e dedicou-se ao estudo da relação materno-filial.

Em 1969 desenvolveu uma técnica conhcecida como "situação estranha" de modo a estudar como é que os bebés equilibram a sua necessidade de apego e autonomia em diferentes níveis de stress.

 

Descrição da experiência: 

  • Figura de vinculação e bebés sozinhos num quarto;
  • A criança explora o quarto;
  • Uma pessoa desconhecida entra no quarto e interage com a criança;
  • A figura de vinculação abandonda o quarto. O bebé fica com a pessoa desconhecida;
  • A pessoa desconhecida interage com a criança;
  • A figura de vinculação regressa;

Elementos geradores de ansiedade:

-local estranho;

-interação com uma pessoa desconhecida;

-separação da figura de vinculação.

 

A investigadora colocava uma mãe e o filho com cerca de um ano de idade numa sala com brinquedos para que o bebé pudesse brincar e observava as interações de ambos antes e depois da introdução de uma pessoa desconhecida na sala.

A situação estranha incluia momentos em que a mãe saía da sala e deixava o bebé com o desconhecido, para logo regressar.

Para Ainsworth, a informação mais relevante sobre o vinculo mãe-filho não era proveniente da reação do bebé quando a mãe saía, mas de como reagia ao seu regresso, e sugeriu que as reações do bebé depois de voltar a reunir-se com a mãe indicam 3 modelos ou tipos de apego.

Tipos de apego:

-Vinculação segura: cerca de 70% dos bebés do estudo de Mary apresentavam este tipo de apego, em que eles utilizavam a mãe como base segura a partir da qual faziam explorações. Mostravam mal-estar se a mãe saía da sala, mas brincavam tranquilamente, inclusive na presença de um desconhecido, sempre que a mãe não estivesse acessível;

-Vinculação ansioso-ambivalente: os restantes 15% dos bebés apresentavam este tipo de apego. Mostravam receio perante o desconhecido, inclusive na presença da mãe. Quando esta saía da sala, davam provas de intenso mal-estar, mas continuavam aborrecidos e resistiam ao contacto com ela quando regressavam.

-Vinculação ansioso-evitante: cerca de 15% dos bebés apresentam este tipo de apego. Estes bebés pareciam indiferentes à mãe e apenas reagiam quando esta deixava a sala. Consolavam-se tanto com um desconhecido como com a mãe.

-Ainsworth afirmou que este tipo de apego é em grande medida determindado pela sensibilidade da mãe. Uma mãe sensível entende as necessidades do filho e responde adequadamente criando assim uma vinculação segura.

 

As mães das crianças seguras mostravam:

-Maior sensibilidade aos sinais da criança;

-Maior disponibilidade emocional para o contacto físico;

-Maior aceitação da criança;

-Maior prazer na interação;

 

As mães das crianças evitantes mostravam:

-Rejeição mais ou menos explícita como por exemplo comentários negativos ou sarcásticos;

-Aversão ao contacto e às demonstrações físicas de afeto;

-Menor expresividade emocional;

-Menosr afeto pela criança;

 

As mães das crianças resistentes/ambivalentes mostravam:

-Comportamentos não sintonizados com os sinais e as necessidades das crianças;

-Comportamentos inconscientes e imprevisíveis;

-Comportamentos intrusos;

-Manipulação desajeitada da criança;

-Irritação por não conseguirem manipular o comportamento da criança;

 

Estilo desorganizado/desorientado:

Quando se começou a estudar amostras de risco, constatou-se que muitas crianças não eram classificáveis nos 3 estilos anteriores. Mary englobou estas crianças num quarto estilo.

-Estas crianças mostram ter sinais de medo da figura de vinculação;

-Estudos empíricos mostraram que este estilo pode abranger a maioria da crianças em populações de risco.

-Este estilo é o que ten relações mais fortes com os problemas do comportamento

Vinculação:

Estádios do desenvolvimento psicossocial:

-O ser humano desenvolve-se em 8 estádios que vão desde o nascimento até à morte;

-Em cada estádio desenvolve-se uma crise;

-No primeiro estádio do desenvolvimento a crise resulta de uma ambivalência entre a confiança e a desconfiança;

-A disponibilidade e atenção da mãe gera confiança e segurança;

-O não atendimento atempado por parte da mãe gera desconfiança, medo e insegurança;

-O modo como se resolve esta crise terá consequências na fase adulta.

 

 

 

Iinvestigações de Harlow

Investigações de Harlow

Harry Harlow foi

harryharlow-200_1427086279.jpgum psicólogo norte-americano que ficou conhecido pelas suas experiências sobre a privação maternal e social em macacos Rhesus e que demonstraram a importância dos cuidados, do conforto e do amor nas primeiras etapas do desenvovimento.

As suas experiências consistiram na criação de duas mães artificiais, uma era feita de aramae enquanto  outra, também de arame, era forrada com pano felpudo e macio.

Harlow observou que os macacos bebés preferiam as mães confortáveis. Esta preferência mantinha-se independentemente de qual a mãe que fornecia alimento. Outras observações mostram que o que estava em causa não era apenas a procura de conforto.

O contacto parecia ser essencial ao estabelecimento de uma relação que transmitia segurança. Perante um estímulo gerador de medo, os macacos agarravam-se à mãe macia tal como o fariam a uma mãe real. Este comportamento nunca era observado com as mães de arame, mesmo em macacos criados só com ela.

Além disso, perante uma situação com muitos estímulos novos e na presença da mãe confortável, as reações de medo e de se agarrar, rapidamente davam lugar à exploração curiosa dos objetos, com regressos periódicos à mãe para recuperar a segurança.

Pelo contrário, na ausência da mãe confortável, os macacos ficavam paralisados pelo medo e não exploravam o ambiente. Isto acontecia também na presença mãe de arame, mesmo em macacos criados sempre na sua presença. Ou seja, uma mãe desconfortável é incapaz de transmitir segurança.

O resultado desta e de outras experiências, permitiram a Harlow concluir que a variavél contato reconfortante suplementava a variável amamentação.

Concluindo, Harlow observou ainda que os macacos com mães reais demonstravam comportamentos sociais e sexuais mais adiantados do que com as mães substitutas.

Processos fundamentais de cognição social

A conduta em sociedade baseia-se:

Nas aprendizagens devcorrentes das vivências pessoais;

Nos ensinamentos transmitidos de geração em geração.

 

Na conduta social estão sempre implicados fatores cognitivos, pois trata-se de responder a situações que é necessário analisar, compreender e interpretar socialmente.

As leituras que fazemos das situações sociais são feitas com base e conceitos e em pontos de vista que são partilhados pela generalidade dos elementos de uma comunidade;

 

As nossas condutas assentam numa cognição social. Processos básicos desta cognição:

-Impressões;

-Expetativas;

-Atitudes;

 

Impressões

No primeiro contacto que temos com alguém que não conhecemos, construímos uma imagem, uma ideia sobre essa pessoa, seleccionando alguns aspectos que consideramos mais significativos, ou que realçamos mais tendo em conta a nossa observação: “Tenho a impressão que ela é uma pessoa orgulhosa”. A produção da impressão é mútua, na medida em que o outro também produz uma impressão sobre mim; por outro lado, a minha impressão afecta o meu comportamento para com o outro e, portanto, o seu comportamento para comigo, baseando-nos e partindo do princípio de que as características que denotamos nessa impressão são reais na pessoa.

 

Impressão e Categorização

Não é possível armazenar toda a informação referente aos  às pessoas com quem contactamos, pois o relacionamento está ou pode estar em constante evolução. Assim sendo, reagrupamo-los em diferentes classes a partir que consideramos serem as suas diferenças e semelhanças – categorização.

Subjacente à impressão está, então, a categorização. No caso das impressões, classificamos a pessoa em categorias a partir dos contactos que temos com a mesma, em  que recolhemos informação proveniente de encontros ou de informação fornecidas por outras pessoas. Esta ideia global com que ficamos vai orientar o nosso comportamento, porque nos fornece um esboço psicológico da pessoa em questão.

 

A Formação das Impressões

Na base da formação das impressões está a interpretação, isto é, nós percepcionamos o outro a partir de uma grelha de avaliação que remete para os nossos conhecimentos, valores e experiências pessoais:

. Indícios Físicos – remetem para características como o facto de a pessoa ser alta/baixa, magra/gorda, que podem remeter para determinado tipo de personalidade;

. Indícios Verbais – o modo como a pessoa fala surge como um indicador, por exemplo, de instrução;

. Indícios não Verbais – estes indícios remetem para elementos, sinais, que interpretamos como indicadores: o modo como se veste, como gesticula enquanto fala, são elementos que nos levam a inferir determinadas características;

. Indícios Comportamentais – é o conjunto de comportamentos que se observam na pessoa e que nos permitem classificá-la. O modo como os comportamentos são interpretados varia de pessoa para pessoa e remetem para as experiências passadas, para as necessidades daquele que os interpreta. Daí que um mesmo comportamento possa ter significados diferentes para indivíduos diferentes.

A partir destes indícios, formamos uma impressão global de uma pessoa, a quem atribuímos uma categoria socioeconómica e cultural, um determinado estatuto social. De notar que um mesmo conjunto indícios pode conduzir a diferentes interpretações.

 

Experiência de Asch

 

Para Asch alguns traços são mais centrais e outros mais secundários para a formação das impressões. 

 

Experiencia parte 1:

 

Grupo A- apresentada uma lista de 7 traços referentes a uma pessoa

-inteligente

-habilidoso;

-laborioso;

-caloroso;

-determinado;

-prático;

-cauteloso; -------> formular uma opinião acerca desta pessoa;

 

 

Grupo B- Foi lhe solicitado o mesmo mas a este grupo foi apresentado em vez de caloroso aparecia o traço "frio".

 

Resultados:

 

O grupo A descreveu a pessoa como "alguém impelido pelo desejo de realizar algo benéfico" "pessoa generosa, feliz e bem humorada;

Grupo B descreveu a pessoa como "pretenciosa, calculista e antipática".

Conclusões:

 

-Comprovação da existência de 2 traços centrais;

-As impressões organizam-se à volta de traços centrais ou nucleares;

-Nem todos os traços ocupam o mesmo valor na formação das impressões: centrais e periféricos;

 

Parte 2:

 

Grupo A- apresentam uma lista de 6 traços referentes a uma pessoa (inteligente, trabalhador, impulsivo, critico, obstinado, invejoso) e foi solicitado que formassem uma opinião;

 

Os traços apresentados aos grupos são os mesmos mas com ordem inversa.

 

Resultados:

Grupo A- ideia mais positiva da pessoa descrita;

Grupo B- descreveu a pessoa de um modo mais negativo;

 

Conclusões: 

-As primeiras impressões têm mais peso na formação das impressões;

 

 

 

 

Experiência de Rosenthal

A experiência de Rosenthal

Robert Rosenthal fez acreditar a professores do 1º ciclo que, após a aplicação de testes, alguns dos seus alunos iriam progredir significativamente. Na verdade, os alunos tinham sido escolhidos em vão, sem lhes ter sido aplicado qualquer teste.

Oito meses depois os alunos cujo psicólogo tinha previsto uma melhoria melhoraram de facto. Isto porque os professores tinham criado expectativas positivas relativamente a esses alunos e, por isso, envolviam mais os alunos nas atividade escolares. As expectativas elevadas influenciaram o seu rendimento. Sendo assim, podemos concluir que as expectativas podem fazer acontecer coisas – Efeito de Pigmalião.

 

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Atitudes e comportamento

Atitudes- tendências adquiridas e relativamente estáveis que levam o indivíduo a reagi de forma positiva ou engativa em relação a um objeto de natureza social.

Comportamento- apenas a parte visível das atitudes.

Atitudes: componente cognitiva, afetiva, comportamental.

Formação de atitudes.

  • Os agentes de socialização;
  • Observação e imitação;
  • Modelagem.

Dissonância cognitiva:

 

Normalmente as atitudes permitem prever o comportamento das pessoas. Sabemos que, se as pessoas forem coerentes, têm comportamentos ajustados com aquilo que conhecem e em que acreditam. Mas nem sempre isto acontece. Muitas vezes, conhecemos ou acreditamos numa determinada coisa, mas o nosso comportamento não é coerente com esse facto. Verifica-se, assim, uma contradição psicológica. Festinger chamou a esta situação "dissonância cognitiva". Esta, cria mal estar e tensão psciológica.

 

Processos de influência entre indivíduos

 

Normalização: 

O convívio entre as pessoas favorece um sistema de interações gerador de uniformidades, de atitudes e condutas. Nos grupos, existe a tendência para se instalar uniformismo em maneiras de pensar e agir. Norma social: escala de referência ou de avaliação que define uma margem de comportamentos, atitudes e opiniões, permitidos e condenáveis.

Conformismo:

Tendência das pessoas para ajustarem as suas atitudes e comportamentos às atitudes e comportamentos de outros elementos do grupo. Pode ser encarado de uma forma positiva se pensarmos na questão da intergração social.

 

Fatores de conformismo:

  • Auto-confiança;
  • Unanimidade;
  • Natureza da resposta;
  • Importância do grupo;
  • Ambiguidade da situação;

 

A obediência:

 

 

A experiência de Milgram:

-Esta experiência, feita por Milgram tinha como objectivo o estudo das reacções individuais face a indicações concretas de outros. A obediência era medida através das acções manifestas e implicava comportamentos fonte de sofrimento para outros.

Experiência:

 

1 Um voluntário apresentava-se para participar na experiência, sem saber que seria avaliado na sua capacidade de obedecer a ordens. Era colocado no comando de uma falsa máquina de infligir choques;
Os sujeitos eram
encarregues num suposto papel de “professor” numa experiência sobre “aprendizagem”.

 

2 A máquina estava ligada ao corpo de um homem mais velho e afável, que era submetido à uma entrevista numa sala ao lado. O voluntário podia ver o homem mais velho, mas não era visto por ele;

 

3 O voluntário era instruído por um investigador a accionar a máquina de choques todas as vezes que a pessoa errava uma resposta. A intensidade dos choques aumentava supostamente 15 volts por cada erro cometido, desde 15 (marcado na máquina como “choque ligeiro”) até
450 volts (marcado na máquina como “perigo: choque severo”);

 

4 À medida que a intensidade dos choques aumentava a pessoa queixava-se cada vez mais até que se recusa a responder;
O experimentador ordena ao sujeito para a continuar a administrar choques.”Você não tem alternativa, tem que continuar”;

 

 

 

 

Mesmo vendo o sofrimento, a maior parte dos voluntários continuava obedecendo às ordens e infligindo choques cada vez maiores. A intensidade máxima, 450 v, significaria hipoteticamente matar a outra pessoa. 65% das pessoas obedeceram às ordens até o fim e deram o choque pretensamente fatal.

Variações no procedimento Milgram (1974):

  1. Proximidade da vítima:
  • Se a vítima só podia ser ouvida, 65% dos sujeitos iam até ao limite.
  • Se houvesse contacto visual a percentagem baixava. Contudo, mesmo quando os sujeitos eram eles próprios a manter a mão do aprendiz sobre uma placa metálica, 30% iam até aos 450 volts.
  1. Proximidade da figura de autoridade:
  • Quando o experimentador dava as instruções pelo telefone só 20.5% continuavam a obedecer;
  1. Legitimidade da autoridade:
  • Quando a experiência era conduzida num edifício normal de escritórios a obediência caiu para 48%;
  1. Influências sociais:
  • Se estivesse presente um segundo sujeito que obedecia, a obediência chegava aos 92%. Se o outro recusava, somente 10% dos sujeitos chega aos 450V.


As opções metodológicas deste estudo levantaram alguns problemas do ponto de vista ético pois podemos questionar-nos se  seria legitimo induzir os sujeitos experimentais em erro numa questão tão delicada quanto esta. Quem efectivamente acabava por sofrer algum dano era o sujeito "agressor" que podia ficar afectado psicologicamente por ter sido levado a pensar que tinha provocado sofrimento a outra pessoa.

 

Fatores que influenciam a obediência:

  • A proximidade com a figura de autoridade;
  • A legitimidade da figura de autoridade;
  • A proximidade da vítima;
  • A pressão do grupo;

 

Indivíduos e grupos

Vivemos no interior de vários grupos sócias, nos quais mantemos relações com os outros. Se pensares um pouco num dos grupos a que pertences, apercebes-te que as pessoas com quem interages não te são indiferentes e não têm para ti a mesma importância, o mesmo valor afetivo.

As relações no interior do grupo estão marcadas por sentimentos diferentes e até contraditórios: sentimo-nos atraídos por algumas pessoas , estabelecemos relações de intimidade com outras, temos também experiência de relações marcadas pela agressividade. É precisamente deste tipo de interações que vamos tratar: o que são e como se explicam as relações de atracão, de agressão e de intimidade.

 

Processos de relação entre indivíduos:

 

Atração. Tipo de relação que não está ligada com o poder social, com a necessidade de influenciar o outro. É o interesse pelo outro que me leva a preferi-lo.

Atração interpessoal: avaliação cognitiva e afetiva que fazemos dos outros e que nos leva a procurar a sua companhia. Manifesta-se pela preferência que temos por determinadas pessoas que nos levam a gostar de estar com elas.

 

Fatores que influenciam a atração:

-Proximidade;

-Atração física;

-Semelhanças interpessoais;

-Qualidades positivas;

-Complementaridade;

-Reciprocidade;

-Respeito, aceitação, estimo e gratidão;

 

Agressão: é um comporamento que visa causar danos físicos ou psicológicos a uma pessoa ou pessoas e que reflete intenção de destruir.

Tipos de agressão quanto à intenção do sujeito:

-Agressão hostil;

-Agressão instrumental;

-Agressão direta;

-Agressão deslocada;

-Agressão aberta;

-Agressão dissimulada;

-Agressão inibida;

 

Análise de um estudo de Sherif

 

1ª Fase - Em 1958, Sherif e os seus colaboradores, organizaram experiências num campo de férias de Verão, em Oklahoma, com um grupo de rapazes de 11 e 12 anos, saudáveis e equilibrados, que não se conheciam. Foram divididos em dois grupos. A cada grupo foram atribuídas tarefas que implicavam a cooperação interna e levariam à coesão do grupo.

2ª Fase - Após assegurarem a coesão dentro de cada grupo passaram ao confronto directo entre os dois grupos, com jogos, onde um seria o vencedor e outro o derrotado, proporcionando prémios e troféus à equipa vencedora e recompensas a cada elemento individualmente. O nível de competitividade foi crescendo e no final da segunda semana a rivalidade era forte e evidente. Os rapazes de cada equipa tornaram-se hostis em relação aos da outra, com agressões, assaltos, insultos. Cada grupo sobrevalorizava os seus resultados, ao mesmo tempo que subavaliavam os do outro grupo. Os rapazes mais agressivos tornaram-se líderes no seu grupo, onde não havia lugar a divergências. Entretanto, os investigadores adoptaram comportamentos que favoreciam um grupo em detrimento do outro. O grupo mais prejudicado reagia contra os rapazes do outro grupo e não contra os chefes do acampamento. O nível de coesão dentro de cada grupo aumentou ainda mais, respeitando rigorosamente as normas vigentes.

3ª Fase - Os investigadores terminaram com as actividades competitivas e procuraram a união dos dois grupos favorecendo o contacto entre eles: visualização de filmes em conjunto, etc. Mas o ambiente entre os dois grupos era tão hostil que a participação nessas actividades, ao invés de produzir cooperação, aumentou ainda mais o conflito, aprofundando-se os estereótipos negativos.
Os investigadores introduziram aquilo a que chamaram objectivos superordenados, ou seja, estabeleceram actividades essenciais para ambos os grupos, mas que só se podiam concretizar se houvesse colaboração mútua. Por exemplo, trabalharam em conjunto para reparar a avaria do veículo que distribuía a água pelo acampamento. A execução desta tarefa, em cooperação, essencial para ambos os grupos, alterou progressivamente a avaliação mútua. A hostilidade deu lugar ao desenvolvimento de novas amizades e, no fim das férias, os dois grupos formavam apenas um.
Com esta experiência foi possível avaliar a formação de conflitos entre grupos e o papel da cooperação no processo de superação de relações hostis.
 
Em suma:

Amor- Robert Sternberg

-Sternberg apresentou a teoria triangular do amor, construída através da decomposição deste sentimento em 3 elementos:

-Intimidade, a paixão e o compromisso.

 

-Intimidade é caracterizada pelo sentimento de proximidade e conexão no relacionamento;

-A paixão é o componente responsável pela atração física ou sexual, pelo romance e o desejo de estar juntos e pela excitação;

-O compromisso refere-se à certeza de amar e ser amado e à vontade de manter o relacionamento por longo prazo.

-A combinação dos vértices do triângulo origina 7 diferentes formas de amar:

gostar, amor à primeira vista, amor vazio, amor romântico, amor companheiro, amor irrefletido (amor factual) e amor pleno.

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Eu e a mente: duas formas de olhar a mente

Duas formas de olhar a mente:

Conceção restrita de mente- séc.XX

Conceção integradora de mente- parte final do séx XX

 

Conceção restrita de mente:

 

A mente inclui apenas funções cognitivas: raciocinar, ordenar, julgar. Não inclui funções emocionais como afetividade e desejo.

 

A nobre razão produz: conehcimento. Os afetos perturbam.

Priviligia-se a atividade lógico-dedutiva e desquilifica-se a emoção e o desejo.

É uma visão com fortes influencias do racionalismo, é uma visão profundamente cartesiana.

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Durante o séx XX construíram-se novas visões da mente humana.

A mente como mundo da nossa subjetividade: compreender o homem seria desvendar o seu mundo de sentimentos, emoções, desejos, estados de consciência.

A mente exterioriza-se nos comportamentos. Estes são observáveis, a mente é inacessível.

Compreender o homem seria observar com rigor e objetividade o seu comportamento. A mente deveria ser banida da psicologia.

A era da informática influenciou ua nova visão da mente: visão computacional.

A reação a esta visão computacional da mente criou um movimento de reintrodução da mente na psicologia: o movimento cognitivista que sublinha o carácter integrador da mente: a mente como entidade criadora de significados.

 

As investigações de António Damásio aniquilam a visão cartesiana e reintroduzem a mente humana sem distanciamento relativamente ao corpo: uma mente encarnada.

 

Concepção integrada de mente. Relação entre processos conativos, emocionais e cognitivos.

 

Processos cognitivos- o saber;

-A percepção, a aprendizagem, a memória; 

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Processos emocionais- o sentir;

-O sentimento, a emoção;

 

Processos conativos- o fazer

-A conação; 

 

 

O caracter especifico dos processos cognitivos

  • Definir cognição
Cognição consiste no conhecimento humano e animal sob diferentes formas: perceção, aprendizagem, memória,consciência, atenção e inteligência. 
Segundo Marc Richelle, cognição é o conjunto de mecanismos pelos quais um organismo adquire informação, a trata, a conserva, a explora; designa também o produto mental destes mecanismos, quer seja encarado de um modo generalizado quer a propósito de um caso particular.  
  • Definir perceção
A perceção é um processo cognitivo através do qual contactamos com o mundo, que se caracteriza por exigir a presença da realidade a conhecer. Pela perceção, organizamos e interpretamos as informações sensoriais. Por isso, a perceção começa nos órgãos recetores (sensoriais) que são sensíveis a estímulos específicos.       
A perceção é uma atividade cognitiva que não se limita ao registo da informação sensorial, implica a atribuição de sentido, que remete para a nossa experiência. As perceções resultam de um trabalho árduo de análise e síntese por parte do cérebro, destacando o seu caráter ativo e influenciado pelos conhecimentos, experiências, expectativas e interesses do sujeito, é uma construção mental e uma interpretação da realidade.
Caráter bipolar;
  • Explicar o processo percetivo
O nosso processo percetivo é construído por sistemas sensoriais: visão, olfato, audição, tato, paladar e ainda pelo sentido do equilíbrio e o sentido dos movimentos corporais. Estes sistemas sensoriais são sensíveis a determinados tipos de estímulos. 
Embora a receção sensorial seja diferente para os diferentes órgãos dos sentidos, no processo percetivo existe 3 elementos: 
1- Estimulo físico; 
2- A sua tradução em impulsos nervosos; 
3- A resposta á mensagem como perceção
  • Reconhecer a perceção como uma construção mental
As perceções não são cópias do mundo á nossa volta. A perceção não reproduz o mundo como um espelho, o cérebro não regista o mundo exterior como um fotógrafo tridimensional: constrói uma representação mental ou imagem da realidade.  
Na perceção visual, que é a grande fonte de informação sobre o mundo, há todo um processo biológico complexo em que o estímulo visual é transformado, não se projetando no nosso cérebro como um slide num ecrã. Os estímulos luminosos, que sensibilizam a nossa retina, são codificados em impulsos nervosos, que são transmitidos pelos nervos óticos às áreas visuais do córtex, que os processam como uma representação.´ 
É no nosso cérebro que se vão estruturar e organizar as representações do mundo, é no cérebro que se dá sentido ao que vemos e ouvimos. Por isso se diz que é no cérebro que se ouve, se vê, se sente o frio, o calor, os cheiros, os sabores. A informação proveniente dos órgãos sensoriais é tratada pelo cérebro. É nesta estrutura do sistema nervoso que ganha sentido e significado. 
  • Concluir que a perceção é uma intrepretação da realidade/Enunciar algumas manisfestações da constancia percetiva e o seu valor adaptativo
A visão que temos do mundo não é uma reprodução da realidade mas uma interpretação – constância percetiva. 
 
1- Constância de tamanho: percecionamos o tamanho de um objeto ou de uma pessoa independentemente da distância a que se encontra. Ora, o mesmo objeto, apresentado a diferentes distancias, forma na retina imagens com diferentes tamanhos: quanto mais longe está, mais pequeno aparece. É no cérebro que interpretamos os dados que recebemos. 
2- Constância da forma: um objeto nunca forma a mesma imagem retiniana: a luz é diferente, a incidência e o angulo do olhar diferentes também, a distância muda constantemente. O reconhecimento envolve sistemas elaborados em que intervêm a experiencia anterior do sujeito, as memorias armazenadas, as aprendizagens do sujeito. Por exemplo, nós percecionamos a porta como retangular, mas quando a abrimos ela perde essa forma. 
3- Constância do brilho e da cor: mantemos constantes o brilho e a cor dos objetos, mesmo quando as circunstâncias físicas nos dão outra informação. Percecionamos uma casa branca em plena luz do sol e mantemos constante a cor, á noite, percecionamos o sangue sempre vermelho, a neve sempre branca, independentemente da quantidade de luz
  • Enumerar fatores que contribuem para o caracter subjetivo da perceção
A nossa perceção do mundo é subjetiva, na medida em que percebemos o meio que nos rodeia em função dos nossos conhecimentos adquiridos, necessidades, interesses, valores, expectativas e experiências passadas. É importante perceber que não percecionamos de uma forma neutra e objetiva, mas antes individual, parcial e subjetiva. E é devido a esta última característica que a perceção nos permite antecipar acontecimentos e prever comportamentos, o que nos permite prepararmo-nos para eles.  
Por outro lado, a motivação e os estados emocionais de cada um têm grande influência na perceção que o indivíduo tem da realidade numa dada situação, por exemplo, o nervosismo e o medo implicam, regularmente, uma distorção e ampliação de factos que nos é incontrolável. 
Também o interesse que os acontecimentos e assuntos nos despertam é importante para a perceção já que os estímulos percetivos são selecionados pela nossa atenção e, por isso, tendemos a adquirir mais conhecimentos nas áreas que mais nos fascinam.
 Por fim, a subjetividade nota-se nas expectativas. Estas afetam as nossas perceções levando-nos, frequentemente, à ilusão e consequente desilusão. 

Fatores de significação:


idade;

sexo;

cultura;

experiência;

motivação;

interesses do momento;

profissão;

expetativas;

Assim, podemos hiperalorizar os estímulos ou hipovalorizar os estímulos.

Gestaltismo

Percepcionamos fprmas ou figuras que se destacam de fundos. O campo perceptivo organiza-se segundo certas leis sem que dependa do sujeito que a percecionam. Um elemento é diferente isolado ou inserido num contexto. O todo é diferente da soma das partes.

 

Organização perceptiva:

 

3 leis: 

-Tendência à estruturação;

-Segregação figura-fundo;

-Constância perceptiva

 

Quando isto não acontece:

-Indiferenciação figura fundo;

-Reversibilidade figura fundo;

-Ambiguidade figura fundo;

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A aprendizagem

Introdução

Segundo a aprendizagem associativa para se aprender tem de se associar estímulos e respostas ou associar estímulos. Existem dois tipos de aprendizagem associativa: o condicionamento clássico e o condicionamento operante.

O condicionamento clássico foi o investigado russo Ivan Pavlov quem, ao estudar os reflexos digestivos do cão, descobriu uma forma de aprendizagem presente nos seres humanos e noutros animais.

O condicionamento operante foi o investigador norte-americano Rufus Skinner que desenvolve uma experiencia que o vai conduzir à descoberta do modo como tantas das nossas aprendizagens se processam e se mantêm.

Para controlar as variáveis da experiencia, criou um dispositivo experimental que tem o seu nome, a “caixa de Skinner”, que apresenta um dispositivo automático que liberta o alimento quando accionado.

Muitos dos nossos comportamentos foram adquiridos ao longo do processo de socialização através da observação e imitação dos outros.

A aprendizagem por observação e imitação foi estudada por Albert Bandura que numa das suas experiencias ofereceu um boneco a uma criança e a criança não demonstrou nenhuma atitude violenta. Contudo, depois da criança assistir a um adulto a bater ao boneco imitou este comportamento.

Bandura confirmou que a experiência dos outros pode conduzir à aquisição de novos comportamentos.

Contudo, notou que algumas crianças não reproduziam o comportamento que observam. Concluiu que não basta observar e reter um comportamento para o imitar e que a fase de execução implica factores internos do próprio sujeito.

O condicionamento clássico, bem como os outros acabam por ter vantagens e limitações, porque o comportamento é em função do estímulo, o ensino deve fornecer estímulos adequados, o fornecedor que os tem que fornecer, a aprendizagem depende apenas dos estímulos. E no condicionamento operante, no ensino existe arranjo das contingências de reforço, o formador faz surgir um comportamento óptimo usando os estímulos e os reforços apropriados, diminui o papel do individuo enquanto construtor da própria aprendizagem, o reforço nem sempre funciona devido aos diferentes significados e consequências para cada um, apela à manifestação do ensino. Na aprendizagem por observação e imitação a aprendizagem pode ocorrer em situações sociais, mais nem todas as aprendizagens, um individuo não necessita de experimentar todos os passos e um comportamento mais complexo para aprender, muitos comportamentos podem ser facilmente ensinados por exposição ao modelo, os indivíduos intervém no processo da aprendizagem.

Dos três tipos de aprendizagem existentes a mais adequada para justificar o comportamento é a aprendizagem por observação e imitação é a mais adequada, porque muitas das coisas que nos aprendemos foi por vermos a alguém, como por exemplo quando aprendemos a escrever ou a falar.

Aprendizagem por modelação ou observação

Aprendizagem por observação e imitação

A aprendizagem por observação foi estudada por Albert Bandura (1925-1998), que desenvolveu várias experiências para fundamentar a sua teoria.

Segundo Bandura, a aprendizagem social ocorre pela observação dos comportamentos daqueles com quem convivemos (pais, amigos, professores). Bandura designa por modelação ou modelagem o processo de aprendizagem social feito com base na observação e imitação sociais.

É observando e imitando que as crianças aprendem a falar e a brincar, como por exemplo às casinhas ou aos polícias e ladrões. O adolescente aprende com os outros a gostar da roupa que quer comprar e ganha hábitos de fumar ou ir à discoteca. Também o adulto imita os outros nas roupas que escolhe, na preferência por determinadas marcas de automóvel, no tipo de férias que escolhe e na forma como educa os filhos.

A ideia-chave das percepções de Bandura é que as pessoas podem aprender tão bem directamente como indirectamente.

Por exemplo: um empregado que ganha um prémio pelo seu desempenho profissional está a ser reforçado pelo seu comportamento positivo e tenderá a mantê-lo no futuro (aprendizagem por reforço directo). Os colegas de trabalho tenderão a proceder como ele porque viram que o bom desempenho é apreciado (aprendizagem por reforço indirecto). Isto significa que aprender com o que acontece aos outros é uma via de aprendizagem de grande número de comportamentos, atitudes e sentimentos sociais.

 

Figura 4 – Criança a aprender a escrever com a ajuda da mãe.

Factores que influenciam a aprendizagem por observação:

. A proximidade com o modelo;

. O peso afectivo do modelo;

. A pertença de género e da idade (é mais frequente a imitação de modelos entre pessoas do mesmo género e com idades próximas);

. Estatuto dos modelos;

. A atenção.

A experiência com a Bobo Doll

Bandura defende que aprendemos a observar os outros. A observação de modelos exteriores (pessoas, meios electrónicos, livros) acelera mais a aprendizagem do que se esse comportamento tivesse de ser executado pelo “aprendiz”. Também se evita receber consequências negativas.

Bandura desenvolveu observações experimentais em crianças dos 3 aos 6 anos que incidiam sobre a imitação.
Na experiência um grupo de crianças observava um filme em que adultos a gritavam e agrediam de várias formas um boneco insuflável, enquanto outro grupo (grupo de controlo) não era submetido à visualização de qualquer filme.
Bandura verificou que as crianças que tinham assistido ao filme apresentavam o dobro das respostas agressivas comparativamente ao grupo de controlo, e que inventavam novas formas de agressão que não tinham sido observadas.


A aprendizagem por observação envolve quatro elementos:

  1. Atenção. Existe uma selecção àquilo que prestamos atenção, o que é crucial para se aprender por observação. Essa selecção é feita em função das características do modelo (estatuto/prestígio, competência, valência afectiva), do observador e da actividade em si.
  2. Retenção. A informação observada é codificada, traduzida e armazenada no nosso cérebro, com uma organização em padrões, em forma de imagens e construções verbais. Deve possuir o que se designa por prática coberta (ser capaz da repetição imagética ou preposicional de procedimentos que observou ou de regras) e do que se designa de prática comportamental (ser capaz da execução repetida e sistemática dos procedimentos que observou)
  3. Reprodução. Consiste em traduzir as concepções simbólicas do comportamento armazenado na memória nas acções correspondentes. Pode haver dificuldades nessa tradução (ex. inabilidades físicas) e por isso, deve-se facilitar a execução correcta, quando se está a ensinar alguém.
  4. Motivação e os Interesses. Bandura defende que a aquisição é um processo diferente da execução. Então para que um determinado comportamento aprendido seja executado, deve-se estar motivado para fazê-lo, o que pode ser alcançado através de incentivos. Experiências demonstram que um modelo de comportamento recompensado tem mais probabilidades de ser imitado pelos observadores do que um modelo cujas consequências não eram recompensadoras ou mesmo penalizadoras.

Tal como os comportamentalistas defendem, Bandura diz que as consequências ditam em boa escala o nosso comportamento. As acções que geram consequências positivas tendem a manter-se, enquanto as que geram negativas tendem a desaparecer.

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Condicionamento clássico

Condicionamento clássico

O investigador foi Ivan Pavlov (1849-1936) que efetuou experiências com cães, essas experiências são o exemplo desta forma de aprendizagem.

Pavlov observou que os cães salivavam quando as glândulas salivares se punham em contacto com a carne, o que classificou de reacção incondicionada. Depois os cães passaram também a salivar apenas por verem a carne.

Esta reacção foi classificada de resposta condicionada, que teria sido aprendida.

Pavlov pensou que essa aprendizagem era devido a uma associação de estímulos. Demonstrou esta hipótese com uma sequência de testes que tentou associar um estímulo neutro (ou seja, que não provocava qualquer resposta), o som duma campainha, com um estímulo incondicionado (carne, que provocava a resposta incondicionada da salivação). Após algumas associações, o som da campainha tornou-se num estímulo condicionado, pois à sua presença, os cães reagiam com a salivação, agora resposta condicionada.

O condicionamento clássico é um tipo de aprendizagem em que um organismo aprende a transferir uma resposta natural perante um estímulo, para outro estímulo inicialmente neutro, que depois se transforma em condicionado. Este processo dá-se através da associação entre os dois estímulos (incondicionado e neutro).

Para que o condicionamento clássico se gere deve-se apresentar primeiro o estímulo neutro e alguns segundos depois o estímulo incondicionado (o processo deve repetir-se diversas vezes), para que possa haver associação.

Outro conceito é o reforço, que significa o emparceiramento seguido dos estímulos condicionados e incondicionados, que ao não ser feita tende a fazer diminuir as respostas condicionadas, podendo levá-las até à extinção, ou seja até desaparecerem. 

A generalização consiste no aparecimento de respostas condicionadas perante estímulos parecidos, mas que não são iguais. A discriminação consiste na capacidade de distinguir estímulos semelhantes, produzindo a resposta apenas no estímulo correcto. Por exemplo, se o cão saliva ao ouvir um som idêntico ao da campainha original dizemos que generalizou a resposta. Se não saliva na mesma situação é porque discrimina os sons. Assim, a generalização é uma resposta à similaridade dos estímulos e a discriminação é uma resposta às diferenças entre eles.

Qualquer estímulo, sejam em pessoas, objectos ou actividades podem ser associados com estímulos que provoquem respostas emocionais. Esse é a capacidade do professor, o seu comportamento afectivo, a maneira de organizar as aulas, os métodos e técnicas educacionais que usa nas aulas podem criar emoções de bem-estar ou mal-estar nos alunos que ficarão associadas às matérias dadas e/ou ao próprio ensino em si. 

As sensações agradáveis fazem com haja uma aprendizagem melhor, mas também existe um risco na aprendizagem por condicionamento clássico porque não é consciente e não há uma verificação sobre os estímulos. O principal responsável é o professor que deve-se preocupar em impossibilitar os estímulos desagradáveis e proporcionar os agradáveis.

Pode-se agir impedindo o desenvolvimento de reacções emocionais negativas nas situações escolares e na correcção, através do princípio da extinção (colocando o aluno na situação-problema garantindo-lhe que não será negativo), da extinção gradual (semelhante mas em pequenos passos de cada vez) ou através da contra aprendizagem (apresentando estímulos positivos perante a situação problema de forma a que passe a estar associada a uma sensação de bem-estar).

Deve passar o menos tempo possível nas intervenções de correcção, porque quanto mais se instalar um receio, mais difícil é fazer com que ele desapareça.

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Conclusão

Com a realização deste trabalho foi possível aprofundar melhor o tema e ficar mais informado. Assim, com a investigação torna-se mais fácil compreender a diferença entre condicionalismo clássico e operante, descobrir as experiencias de Pavlov, Skinner e Bandura através de documentos e vídeos.

Tem-se expandido muito o estudo do condicionamento operante, não apenas usando ratos, mas também animais de outras espécies e ainda seres humanos. A aplicação prática que se tem feito dos estudos experimentais deste condicionamento é baseada na eficácia da administração sistemática de recompensas ou reforços a um organismo, quando queremos que ele apresente certas reacções.

Podemos concluir assim que, enquanto o condicionamento clássico inclui uma resposta já estabelecida através de outro estímulo anterior, o operante não necessita de nenhuma resposta dada anteriormente. No condicionamento clássico o resultado não depende das acções do sujeito, no operante certamente irá depender. Enquanto o condicionamento clássico influi na mudança de opiniões, definindo gostos e objectivos, o condicionamento operante influi nas mudanças de comportamento perante um objectivo.

A aprendizagem por observação e imitação é a que descreve melhor os nossos comportamentos, porque muitas das coisas que fazemos é por observação e imitação dos outros. Por exemplo, aprendemos a falar e a escrever por observação directa foi através dos nossos professores, dos nossos pais e também através de outras pessoas que conviveram com a criança. A maior parte do que aprendemos ao longo do tempo foi através do contexto social, ao longo de um processo de socialização, observando e imitando os outros. Com a observação podemos aprender diversas coisas. Nos dias de hoje observa-se muito esta aprendizagem porque um individuo adquire novos comportamentos quando observa outra pessoa, assim uma pessoa pode aprender um comportamento que passa a fazer parte do seu quadro de respostas. Mas nem todos os indivíduos que observam comportamentos agressivos mais tarde reproduzem-nos, porque cada individuo possui um conjunto de competências que permitem a aprendizagem e o desenvolvimento. Assim, a observação do outro permite-lhe adquirir competências por modelação social. Segundo as experiencias de Bandura, “a aquisição de conhecimentos através do processamento cognitivo da informação”.

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